Previsão de safra até 25% maior deve reduzir preço do café no varejo
O consumo de café no Brasil segue em ritmo aquecido, com projeção de aumento de 2,5% para este ano. Em média, os brasileiros consomem entre 3 a 5 xícaras da

O consumo de café no Brasil segue em ritmo aquecido, com projeção de aumento de 2,5% para este ano. Em média, os brasileiros consomem entre 3 a 5 xícaras da bebida por dia, sendo que 30% da população chega a tomar 6 xícaras diariamente, o que equivale a um consumo anual médio de 1.400 xícaras por pessoa. Diante dessa demanda expressiva, o setor agrícola apresenta perspectivas favoráveis para o abastecimento nacional, impulsionado por condições climáticas recentes que beneficiaram a cultura.
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A estimativa atual aponta para uma safra entre 20% e 25% maior, o que já reflete em uma redução de cerca de 20% no preço do café tradicional no varejo. A maior oferta no mercado reverte o cenário observado no ano anterior, quando a bebida registrou fortes altas nas prateleiras dos supermercados. As projeções indicam manutenção das exportações em patamares elevados e maior acessibilidade do produto para o mercado interno, dependendo apenas de alguns fatores climáticos finais para a consolidação dos resultados.
Em relação aos impactos de fenômenos climáticos como o El Niño, a avaliação aponta riscos limitados para as principais áreas produtoras. Como a cultura é sensível a variações de chuva e vento durante a florada, as atenções voltam-se para o Cinturão Arábica, localizado em São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. O volume de chuvas ocorrido mais cedo nessas regiões fortaleceu os grãos. Diferente do Sul, mais afetado pelas chuvas do El Niño, mas sem grande representatividade na cafeicultura, o cinturão produtor do Sudeste deve enfrentar precipitações e ondas de calor prolongadas, sem comprometimento severo da produção.
Além das áreas tradicionais, a cafeicultura brasileira passa por expansão geográfica impulsionada por pesquisas e conhecimentos da Embrapa. O cultivo, historicamente concentrado na Zona da Mata, expandiu-se para o Cerrado e conta com a produção de café conilon no estado de Rondônia. A consolidação dessas novas frentes agrícolas e a resistência do Cinturão Arábica reforçam a expectativa de uma super safra para o setor do agronegócio.
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