Bastidores de Brasília

PT tenta ampliar articulação e mira em PSD de Caiado neutro no 2º turno

A movimentação está alinhada a uma estratégia que o presidente do PT, Edinho Silva, já havia defendido em agosto

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23/09/2026 15:25 • Atualizado há 19 horas

PT tenta ampliar articulação e mira em PSD de Caiado neutro no 2º turno

O PT já trabalha na construção de pontes políticas para um eventual segundo turno e tem como uma das prioridades evitar que partidos do que eles consideram ‘centro democrático’ façam uma adesão nacional a campanha de Flávio Bolsonaro, do PL.

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O PSD, que lançou Ronaldo Caiado à Presidência, está no centro dessa estratégia: diante da dificuldade de um apoio formal, a aposta dos petistas é negociar uma posição de neutralidade, deixando dirigentes e lideranças regionais livres para definir seus próprios caminhos.

A movimentação está alinhada a uma estratégia que o presidente do PT, Edinho Silva, já havia defendido em agosto. Na ocasião, o dirigente afirmou que o partido deveria ampliar a interlocução com diferentes forças políticas. “Vamos estabelecer o diálogo com as forças democráticas do Brasil”, disse Edinho, em declaração feita em 17 de agosto. A fala antecede a atual articulação da legenda em torno de um eventual segundo turno.

Além do PSD, os petistas também avaliam uma aproximação com o Avante, partido que tem Augusto Cury como candidato à Presidência. A intenção é manter canais de conversa com a legenda e com setores que possam ter influência sobre a decisão de seus eleitores no segundo turno. Cury tem sinalizado uma postura de neutralidade, o que abre espaço para negociações mesmo sem a expectativa de uma adesão formal à candidatura de Lula.

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A lógica da campanha é evitar que os votos dos candidatos que ficarem pelo caminho sejam automaticamente transferidos para Flávio Bolsonaro. Por isso, a prioridade neste momento não é necessariamente fechar apoios formais, mas impedir que partidos como PSD e outras legendas de centro assumam uma posição nacional em favor de um único candidato.

O cálculo também considera a autonomia das estruturas estaduais. O PSD, por exemplo, reúne lideranças que mantêm alianças distintas nos estados, o que torna uma orientação nacional mais difícil de ser construída. Para o PT, preservar esses espaços de diálogo pode ser importante em um eventual segundo turno.

Assim, a estratégia petista combina duas frentes: tentar construir pontes com partidos que disputam o centro do eleitorado e, ao mesmo tempo, trabalhar para que essas legendas não façam uma adesão nacional ao PL. A busca pela neutralidade do PSD e o diálogo com o Avante fazem parte desse esforço de ampliar o campo de negociação para além dos aliados tradicionais do PT.

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