Futebol Internacional - João Fontes
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Está de volta a Roma que voa nos gramados da Itália!

VOLARE! E cantare, Lupa mia! Passo aqui a receita desse protagonismo romanista que entusiasma o início do Italianão

5 min

17/09/2026 14:58 • Atualizado há 6 dias

Está de volta a Roma que voa nos gramados da Itália!

O mundo do futebol parece reconhecer a grandiosidade da Roma no cenário europeu, algo que, curiosamente, é pouco enfatizado no jornalismo esportivo brasileiro. Abrindo minha coluna, presto essa homenagem ao encantador colosso italiano, ao time que conquista o torcedor mundial não pelas taças, mas pelo jeito vistoso e raçudo de jogar o esporte do povo - como esquecer daquela cabeçada de Kostas Manolas que eliminou o Barcelona de Messi?

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Fato é que La Lupa está dominando o começo deste Campeonato Italiano. A impressão é que os áureos tempos de Totti e De Rossi acenam com sorriso estampado para este interessantíssimo plantel que vem dando o que falar lá onde o “rachão” é chamado de Calcio.

Aos céticos de plantão, vamos aos fatos: a Roma está invicta, com 100% de aproveitamento. São 4 vitórias em 4 rodadas, com impressionantes 12 gols a favor e APENAS 1 sofrido. Detalhe: todos os gols foram marcados dentro da área, fruto de 63 finalizações na zona de perigo. Sim, SESSENTA E TRÊS finalizações perto do gol adversário! Gostou? Tem mais: são 5 grandes chances criadas por jogo - o mesmo patamar do Bayern de Munique - e uma média de 59,8% de posse de bola. A Roma DOMINA o campo inteiro, de ponta a ponta. Più Bello!

Claro que a grande mente por trás dessa engrenagem é Gian Piero Gasperini. Simplesmente o homem que deu uma sobrevida insana à Atalanta, levando o clube de Bérgamo a 5 edições da UEFA Champions League em 9 anos! Amigos, o mister nunca ficou abaixo da 9ª colocação por lá. A pura essência de um futebol bem-orquestrado.

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Gasperini é mestre no esquema com 3 zagueiros e abriu espaço para segundos volantes mais livres e criativos, além de alas que funcionam como verdadeiros motores. Essa é uma característica forte no passado recente e no presente de equipes de destaque no futebol italiano, como a vitoriosa Inter de Milão, que despachou o Barcelona de Yamal e Raphinha com esse mesmo estilo.

Na zaga, 3 gladiadores que entravam a baliza de Mile Svilar - baita goleiro, por sinal -, liderados por Mancini. Ainda jogam Hermoso, titularíssimo e Ndicka, que disputa posição com Ghilardi ou Balerdi. Essa linha de três defensores é mais espaçada, sempre reforçando o corredor quando os alas estão atacando.

Quanto aos alas, você deveria saber que essa Roma tem muito a ver com o futuro da nossa Seleção. Pois é, ela que no passado foi casa de craques como Paulo Roberto Falcão, Toninho Cerezo, Aldair, Cafu, Marquinhos e Alisson Becker, hoje é de Wesley.

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Lateral de origem, ele atua improvisado pela esquerda. Nosso craque joga bem adiantado, funcionando como um ala-atacante que invade os espaços quase como um ponta. Tem qualidade, velocidade, posicionamento e, acima de tudo, muita gana pra vencer.

Na Seleção, ele joga na direita - sua posição de origem no Flamengo -, preenchendo uma lacuna que há anos sofre com soluções improvisadas, em casos como o “Vovô Olímpico”, o "açougueiro" Fagner ou, mais recentemente, o zagueiro Ibañez. Infelizmente, uma lesão durante o jogo contra o Egito o tirou da Copa do Mundo de 2026, abrindo espaço para o contestadíssimo Danilo.

Voltemos para a Itália.

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No meio-campo, Koné e Cristante formam a dupla de volantes. Koné ganhou projeção mundial pelas grandes atuações com a França na Copa do Mundo de 2026 - tendo apenas uma única atuação ruim, justamente na eliminação para a Espanha. Com muita força física, precisão nos passes e chegada à área, ele é o legítimo box-to-box do time. Já Cristante é o primeiro volante, o maestro que dita o ritmo e protege a linha de três defensores. Ele é o primeiro pilar desta Roma.

A força máxima, contudo, está no ataque: Dybala e Malen estão dando PESADELOS nas criancinhas adversárias.

Primeiro, Donyell Malen. O holandês teve passagens razoáveis pelo PSV e Borussia Dortmund, mas não vingou no Aston Villa. No entanto, bastou chegar à capital italiana para virar uma máquina de gols. Desde sua estreia, são 20 tentos pela Roma em 23 jogos, sendo 6 apenas nessas quatro primeiras rodadas do “Italianão” desse ano. Gasperini o transformou: hoje ele joga mais solto, às vezes cai pela esquerda, mas é essencialmente letal quando pesa a camisa 9 e ele cai pra dentro da área. Não à toa, acumula 14 finalizações individuais no setor.

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E o grande herói da Lupa: Paulo Dybala.

Parece que ele está atuando mais pelo corredor direito, mas meu coração percebe ainda características clássicas de um legítimo trequartista italiano. Embora ainda não tenha balançado as redes neste início, o argentino já criou 7 grandes chances e tem uma média de 4,2 passes decisivos por jogo, concentrando a criatividade do time em seus pés.

Com Dybala, a bola flui e não se perde. Com um toque refinado, ele já soma 4 assistências e lidera isoladamente esse quesito no campeonato.

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Essa é a Roma. Esse é o espírito guerreiro de um clube que jamais pode esquecer sua grandeza. E não serão torcedores imbecis, como no asqueroso caso recente, que impedirão que a linda torcida giallorossa glorifique esse time encantador.

Até a próxima, e cuidado: a Loba está com FOME!

FONTE DE DADOS: SOFASCORE E TRANSFERMARKT

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***O autor da coluna tem autonomia para defender suas opiniões, baseadas em fatos e dados. Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do portal Band Multi, nem do Grupo Bandeirantes.

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