De luz a alimentos: o que contribuiu para maior deflação em 4 anos
Expectativa sobre corte de juros depende do petróleo, da força do El Nino e das sinalizações do governo eleito

O custo de vida continua muito alto. O que aconteceu foi que em agosto alguns preços caíram mais, levando a deflação de 0,32% do IPCA, o índice oficial que mede o comportamento dos preços. Foi a primeira deflação do ano e a maior desde 2022.
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O que mais contribuiu foi um desconto na conta de luz, teve um bônus da usina hidrelétrica de Itaipu, mas é algo pontual, agora em setembro volta aos valores normais. Alimentos também contribuíram: quedas em batata, cebola e tomate, devolvendo altas fortes esse ano com impactos do petróleo. Mas é esperado impacto do El Nino. Combustíveis também em queda pode ser passageiro porque podem subir depois das eleições.
Já a economia está mais fraca e isso pode segurar inflação. Está em 4,22% em 12 meses, a expectativa é que acelere pra 5% até o fim do ano. Ainda assim pode ter corte de juros agora e mais pra frente vai depender do petróleo, da força do El Nino e das sinalizações do governo eleito.
