Sinais na economia: Crescimento perde força com juros altos e endividamento
A economia brasileira apresenta sinais de perda de ritmo em um ritmo mais acelerado, reflexo direto do recorde de endividamento das famílias e dos juros
A economia brasileira apresenta sinais de perda de ritmo em um ritmo mais acelerado, reflexo direto do recorde de endividamento das famílias e dos juros restritivos. Diante desse cenário, o governo revisou para baixo as projeções oficiais de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para os próximos anos.
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Para 2026, a estimativa do governo passou de 2,3% para 2,0%, aproximando-se da média prevista pelo mercado financeiro, que aponta alta de 1,88%. Para 2027, a projeção oficial foi ajustada de 2,5% para 2,3%.
Projeções de inflação e expectativas do mercado
No campo inflacionário, as expectativas governamentais apontam uma taxa de 4,9% para este ano e de 3,8% para o próximo período. Apesar das incertezas ligadas a fatores externos, como o comportamento do petróleo, e pressões climáticas decorrentes do fenômeno El Niño sobre os preços de alimentos, o Banco Central avalia sinais de desaceleração mais rápida na atividade econômica e na oferta de crédito pelos bancos.
A avaliação reforça a expectativa de novos cortes na taxa básica de juros para tentar estimular o setor produtivo e reverter o esfriamento do consumo.
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Arrecadação federal e impacto nas contas públicas
Outro indicador que reflete o momento da atividade econômica é a arrecadação de impostos. Embora o resultado tenha registrado recorde em agosto impulsionado pela valorização do petróleo, o crescimento mais fraco da economia impõe dificuldades para o equilíbrio das contas públicas.
