Sonia Blota

O que Trump argumenta para apontar falha do Brasil no combate às facções

O governo Donald Trump voltou a pressionar o Brasil em relação ao combate às facções e ao tráfico de drogas. A Casa Branca acusa o governo brasileiro de

3 min

17/09/2026 11:05 • Atualizado há 7 dias

O governo Donald Trump voltou a pressionar o Brasil em relação ao combate às facções e ao tráfico de drogas. A Casa Branca acusa o governo brasileiro de falhar no combate às facções como o Primeiro Comando da Capítal (PCC) e o Comando Vermelho.

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Em junho, os Estados Unidos já haviam classificado as duas facções como terroristas. O documento do governo Trump precisa ser enviado anualmente ao Congresso americano, identificando os principais países de rotas de drogas e produtores de drogas ilícitas. O objetivo é orientar a política externa para segurança dos Estados Unidos.

Segundo a Casa Branca, as facções brasileiras são ameaça crescente à paz e à segurança do mundo. E vai além: afirma que muitos governos do hemisfério ocidental tomaram medidas corajosas para erradicar cartéis e reduzir o fluxo de drogas, mas que o Brasil tem falhado e que as facções brasileiras transformaram o país em um ponto central para o fluxo global de cocaína. E pedem medidas urgentes e agressivas do governo brasileiro para mudar essa situação.

No Brasil, o Ministério da Justiça e Segurança Pública refutou qualquer alegação sobre falhas ou omissões no combate ao crime organizado transnacional e ressaltou iniciativas do governo na área, como a sanção da Lei Anti-facção, que prevê penas severas para líderes de facções.

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Na mesma nota, o ministério também ressalta dezenas de milhares de operações de combate ao crime por forças federais, com bilhões de reais de prejuízo aos criminosos. O governo brasileiro cobrou resposta da Casa Branca à proposta apresentada pelo presidente Lula em 7 de maio, com medidas conjuntas para o enfrentamento a lavagem de dinheiro e combate ao tráfico internacional de armas.

Bom… este documento americano não dispara somente contra o Brasil. Vários outros países estão nessa lista, que é apresentada anualmente ao Congresso americano. Índia, China, Colômbia e outros países também estão nessa relação. E houve elogios para aliados do governo Trump, como Argentina, Equador e El Salvador. Até a Venezuela ganhou estrelinha depois da invasão americana que capturou o ditador Nicolás Maduro.

No Brasil, o assunto das drogas tem virado um Fla-Flu eleitoral, com os principais candidatos se acusando mutuamente. Acontece que, nas últimas décadas, independentemente do governo que estava no poder no Brasil, as facções criminosas só tomaram espaço. E, além do tráfico de drogas, o crime organizado se alastrou pela economia real e ja tem ramificação em instituições, seja na policia, em assembleias, transporte coletivo, distribuição de combustível , setor de serviços e até na Justiça.

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O combate as drogas deveria ser um assunto suprapartidário. O Brasil pode até ter aumentado o combate, mas muito mais precisa ser feito. Isso é uma exigência no mundo todo, e este assunto — faz tempo — já é um problema de soberania nacional.

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