Aumento no preço do diesel não deve ter efeito prático, segundo Petrobras
Estatal afirma que subsídio de R$ 2,12 por litro compensa reajuste de R$ 1 no diesel A

O reajuste anunciado pela Petrobras no preço do litro do diesel vendido às distribuidoras, que começou a valer nesta quinta-feira (17), não deve chegar nas bombas dos postos de combustíveis. A informação é da própria estatal, que anunciou aumento de R$ 1 no litro do diesel A.
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Isso porque o valor do reajuste é o mesmo do subsídio anunciado pela Petrobras na semana passada. Na ocasião, o Governo Federal editou o decreto que autorizou a subvenção de R$ 1 real que vale até o dia 9 de outubro.
O novo subsídio se soma com um anterior de R$ 1,12 que já estava em vigor e que se encerra no dia 26 de setembro. Na prática, a subvenção atual ao diesel é de R$ 2,12 por litro.
Os reajustes acontecem em meio à alta do preço do petróleo no mercado internacional. O preço do barril voltou a ultrapassar a barreira dos US$ 100, entre agosto e o início de setembro.
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Para o economista Eric Gil Dantas, os subsídios foram implementados pelo Governo Federal a partir do imposto de 12% sobre a exportação do petróleo bruto implementado no início do ano.
Segundo a Agência Nacional do Petróleo, entre os dias 06 e 12 de setembro, o preço médio do diesel vendido no país estava em R$ 6,55.
Em nota divulgada, a Petrobras afirmou que mantém a estratégia comercial orientada pela participação de mercado, pela otimização de seus ativos de refino e pela busca de rentabilidade de forma sustentável.
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Por fim, a estatal ressaltou que evita o repasse imediato aos preços internos da volatilidade das cotações internacionais e da taxa de câmbio.
