Macroeconomia
Jornal da Band

Taxa de juros cai para 13,75%, mas alta prolongada mostra sinal na economia

O Banco Central efetuou o segundo corte consecutivo na taxa básica de juros, nesta quarta-feira (16), reduzindo a Selic de 14% para 13,75% ao ano. No entanto,

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16/09/2026 20:32 • Atualizado há 7 dias

O Banco Central efetuou o segundo corte consecutivo na taxa básica de juros, nesta quarta-feira (16), reduzindo a Selic de 14% para 13,75% ao ano. No entanto, a manutenção da taxa em patamares elevados por um período prolongado já começa a emitir sinais claros na economia, que apresenta uma deterioração mais rápida do que o previsto, segundo a jornalista econômica Juliana Rosa.

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A trajetória de queda vinha ocorrendo em ritmo lento desde março, período marcado pelos impactos da guerra no Oriente Médio na inflação e pelos estímulos do governo ao consumo. Embora os dados mais recentes indiquem uma perda de força da inflação, o índice de atividade econômica do Banco Central registrou em julho um recuo pior do que as estimativas do mercado, refletindo o peso dos juros altos acumulados sobre o endividamento.

Segundo análise de Juliana Rosa, mesmo com o recuo, os juros reais brasileiros --descontada a inflação-- continuam sendo os maiores do mundo, superando países em conflito, como a Rússia, e outros emergentes, como a Argentina. Essa condição permanece como uma anomalia histórica que trava o desenvolvimento econômico do país.

O Banco Central não assumiu compromisso com novos cortes. A autoridade monetária demonstrou preocupação com potenciais impactos do fenômeno El Niño nos preços dos alimentos e com a alta do petróleo, que encarece os combustíveis. Além disso, persistem incertezas em relação à condução fiscal do novo governo e ao aumento dos juros nos Estados Unidos, fator que impulsiona o dólar e limita a margem para novas reduções no Brasil.

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