Morre Zuenir Ventura: relembre as principais obras do jornalista
O jornalismo e a literatura do Brasil perdem um de seus nomes mais emblemáticos. Morreu nesta terça-feira (22) Zuenir Ventura, escritor, jornalista e membro

O jornalismo e a literatura do Brasil perdem um de seus nomes mais emblemáticos. Morreu nesta terça-feira (22) Zuenir Ventura, escritor, jornalista e membro da Academia Brasileira de Letras (ABL). Ao longo de sua trajetória profissional, Zuenir destacou-se pela precisão investigativa e pela capacidade de traduzir grandes acontecimentos históricos e dilemas sociais brasileiros em obras que se tornaram referência para gerações de leitores e profissionais da imprensa.
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Membro da ABL, o autor construiu uma carreira marcada por reportagens de profundo impacto e investigações detalhadas sobre a sociedade do país.
Além de sua atuação contínua na imprensa diária, Zuenir transformou grandes coberturas e pesquisas em livros-reportagem essenciais para a compreensão do Brasil contemporâneo, além de explorar a literatura ficcional e de memórias.
Livros-reportagem e ficção marcam legado de Zuenir Ventura
A produção bibliográfica de Zuenir Ventura reúne títulos fundamentais da literatura e do jornalismo nacional, abordando momentos históricos decisivos, divisões sociais, cultura regional e memórias pessoais:
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- 1968 - O Ano Que Não Terminou (1989): Considerada a obra mais célebre do jornalista, o livro traz um retrato detalhado e investigativo do ano que marcou a intensificação da ditadura militar no Brasil com a decretação do Ato Institucional Número 5 (AI-5). A narrativa combina memória pessoal, dezenas de entrevistas e uma ampla contextualização histórica do período.
- Cidade Partida (1994): Vencedor do Prêmio Jabuti na categoria Reportagem, a obra explora a crescente violência urbana e o abismo social no Rio de Janeiro. A partir da apuração sobre o massacre de Vigário Geral, o livro retrata a divisão cotidiana e cultural entre o "asfalto" e a "favela".
- Inconfidências Mineiras (1999): O autor realiza uma análise crítica, com tom bem-humorado e refinado, sobre a cultura, os costumes, a dinâmica política e a construção da identidade de Minas Gerais e de seu povo.
- Minhas Histórias dos Outros (2005): Livro de memórias jornalísticas e pessoais em que Zuenir reúne episódios marcantes de sua trajetória profissional. O volume apresenta bastidores de entrevistas marcantes e perfis de grandes personalidades da cultura brasileira com quem o autor conviveu, como Tom Jobim e Carlos Drummond de Andrade.
- Sagrada Família (2012): Obra de ficção na qual o escritor aborda as dinâmicas, os conflitos e os afetos das relações familiares contemporâneas. No texto, Zuenir mantém a sensibilidade e o olhar atento de observador característicos de sua produção na imprensa.
