Capivara Curitibana conquista as redes e vira negócio com 690 mil seguidores
Uma capivara cansada da vida adulta, movida a café e com pouca paciência para boletos, trabalho e relacionamentos. A mistura de humor cotidiano com

Uma capivara cansada da vida adulta, movida a café e com pouca paciência para boletos, trabalho e relacionamentos. A mistura de humor cotidiano com referências de Curitiba transformou a Capivara Curitibana em um fenômeno das redes sociais.
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A personagem foi criada pelo ilustrador curitibano Rodrigo Vaz e faz parte do Capyverso, universo que hoje reúne mais de 690 mil seguidores e milhões de visualizações.
O sucesso saiu das telas. A capivara já aparece em produtos, campanhas publicitárias e projetos que transformaram uma criação autoral em negócio digital.
Capivara nasceu em um universo de personagens
O Capyverso não começou pela capivara. Em 2023, Rodrigo criou o Gato Sincero, personagem ácido, direto e ligado ao rock.
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Depois surgiu a Capivara Curitibana. Com humor baseado em situações comuns da vida adulta, as ilustrações começaram a circular cada vez mais e ganhar identificação para além de Curitiba.
“Não estava criando apenas desenhos isolados. Existia ali uma linguagem, uma comunidade e um universo que poderia crescer”, conta Rodrigo.
Em novembro de 2024, o perfil ainda tinha poucas centenas de seguidores. Hoje, ultrapassa 690 mil.
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A Capivara Curitibana também foi registrada como obra intelectual na Biblioteca Nacional.
Antes das redes, vieram os desafios de empreender
A relação de Rodrigo com o empreendedorismo criativo começou antes do Capyverso.
Durante alguns anos, ele manteve uma empresa de almofadas ilustradas. A experiência mostrou que transformar arte em produto exigia conhecimentos que iam muito além do desenho, como produção, vendas, atendimento, divulgação e formação de preço.
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“Empreender no mercado criativo exige muito mais do que saber desenhar”, afirma.
A empresa acabou encerrando as atividades depois de dificuldades que envolveram a queda na procura durante a pandemia, cópias dos produtos e uma parceria malsucedida com uma empresa do setor de franquias.
Entre 2019 e o início de 2024, Rodrigo trabalhou como arte-finalista e ficou mais distante de projetos autorais. Foi nesse período que as ideias que mais tarde formariam o Capyverso começaram a surgir.
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Capyverso vira negócio digital
Com o crescimento do público, os personagens passaram a despertar interesse comercial.
Uma parceria com a Agência Onda ajudou a estruturar essa fase e levou o Capyverso a campanhas com marcas como Coca-Cola, Casas Bahia, Disney+, LG, Magalu, Petlove e Localiza.
A capivara também começou a ganhar versões fora das redes sociais, com camisetas, bottons, ímãs e outros produtos.
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Histórias em quadrinhos, animações e projetos editoriais estão entre os planos para ampliar o universo.
Em 2026, Rodrigo entrou para o Top 20 do Prêmio iBest na categoria Ilustração e Animação, em seleção que teve participação do voto popular.
Quem mora no Capyverso?
A Capivara Curitibana é hoje a figura central, mas divide espaço com outros personagens.
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O Gato Sincero mantém o humor ácido e a paixão pelo rock dos anos 1980 e 1990. O Vira-lata Caramelo representa o malandro que sempre encontra um jeito de resolver as coisas. A Preguiça prefere fazer tudo no próprio ritmo, enquanto o Quero-quero é territorial e está sempre pronto para uma confusão.
O universo ainda reúne Gralha-azul, Gato Ozzy, Jabuti, Coelho e ET.
Rodrigo trabalha agora na criação de um vilão, próximo passo para ampliar uma história que começou com desenhos nas redes e ganhou público muito além de Curitiba.
