Scarpa conta como aposta com estagiário do Palmeiras o fez voltar a ler
Meia conversou com a Band e falou sobre o momento de influência literária

Gustavo Scarpa ganhou o mundo do futebol com gols e assistências, mas expandiu sua influência além das quatro linhas nos últimos anos. As recomendações literárias do meio-campista ganharam os torcedores e fizeram até mesmo um livro saltar no topo das vendas.
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Após um vídeo feito pelo jogador de futebol, “A Morte de Ivan Ilitch”, de Liev Tolstói, se tornou o mais vendido da Amazon Brasil. Em entrevista exclusiva à Band.com.br, o camisa 10 brincou sobre a ‘surpresa’ com as vendas da obra.
“Estou me sentindo mais famoso como um leitor do que como um jogador. Tô feliz pra caramba. Fui pego de surpresa. Quando vi a notícia, era um site que eu não conhecia, então joguei no Chat GPT e perguntei se era verdade. Depois, fui na Amazon e vi, achei engraçado. Não esperava que um livro pequenininho do Tolstói bombasse dessa forma. São livros que, às vezes, não consigo entender como um acadêmico, mas é muito maneiro”, conta.
Influenciados por Scarpa, torcedores do Galo criaram um clube de leitura: a Galeitura. A ideia ganhou força e cruzeirenses também criaram o próprio projeto inspirados nos alvinegros, o Cruleitores, que foi apagado após uma onda de “hate”.
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Mas se engana quem pensa que só os torcedores do Atlético mergulham nos livros. Segundo Scarpa, os atletas também têm o hábito, e isso é de antes de o meia chegar em 2024.
“No Galo, outros atletas já tinham o hábito da leitura. O Júnior Alonso mesmo, que saiu, sempre tava com um livro. O Victor Hugo, o meia, lê bastante, o Léo Duarte também. Uns 10 dias antes desse negócio de Galeitura, a gente brincou que dava para fazer um clube do livro, porque em um momento na fisioterapia tinha acho que umas quatro pessoas lendo. Eu não tive influência no hábito da leitura deles, mas acho que na questão de propagar que está lendo”, continua o camisa 10.

A relação de Scarpa com a leitura, porém, começou de maneira curiosa. Apesar do contato com os livros na infância, o jogador de futebol pegou gosto mesmo pelo hobbie graças a um estagiário do Palmeiras.
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“Meu pai sempre me incentivou muito a ler e a estudar, desde pequeno. Tentava intercalar os dois, jogar e estudar. Só que eu nunca fui aplicado a livros. Na sétima série, li um livro chamado Tonico e Carniça, muito maneiro, mas parei por ali. Fiquei anos sem ler e depois me interessei pela bíblia. Anos depois, minha tia me deu uma biografia do Steve Jobs. Li rapidão, mas não dei sequência”, recorda.
“No ano seguinte, chegou um rapaz chamado Pedro Jatene, ele estava estagiando no Palmeiras, e fez uma aposta comigo: receber livros por gols e assistências. Para começar, me presenteou com ‘O Médico e o Monstro’, ali mudou”, detalha.
Agora, Scarpa quer seguir influenciando os fãs de futebol a pegarem gosto pela leitura. Após impulsionar as vendas de Tolstói, o meia prepara uma resenha literária sobre Flores para Algernon, de Daniel Keyes.
