Gaviões da Fiel cobram elenco e diretoria do Corinthians após queda
Torcida organizada faz duras críticas a Memphis e Garro e cobra mudanças no clube

Os Gaviões da Fiel, principal torcida organizada do Corinthians, fizeram uma dura cobrança ao elenco alvinegro nesta quinta-feira. A manifestação contundente ocorreu após a eliminação nas quartas de final da Libertadores, confirmada com o revés de 1 a 0 para o Estudiantes na Neo Química Arena. No posicionamento, a organizada pediu mais empenho dos astros Memphis Depay e Rodrigo Garro, além de exigir comprometimento de todo o grupo.
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Conforme apontado pela torcida, o pênalti desperdiçado por Memphis no último lance da partida não serve como desculpa para a eliminação. Na visão das arquibancadas, a queda foi fruto de toda a desorganização que atinge o clube, tanto no gramado quanto nas alamedas do Parque São Jorge.
"A eliminação não pode ser atribuída a um único lance. O pênalti desperdiçado foi apenas o reflexo de uma sequência de erros que vêm enfraquecendo o Corinthians há meses: falta de planejamento, ausência de comando no futebol, gestão ineficiente e decisões equivocadas", disparou a Gaviões em seu manifesto, antes de direcionar as críticas diretamente aos atletas.
"Memphis, sua cobrança de pênalti foi irresponsável e displicente, e você foi o principal responsável pela eliminação na Conmebol Libertadores. Chegou o momento de corresponder ao investimento feito pelo Corinthians em sua renovação. Caso contrário, peça pra sair", cobrou a torcida.
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Na sequência, a organizada questionou a atitude do camisa 8: "Garro, até quando as reclamações com a arbitragem substituirão o protagonismo esperado de um camisa 8? O Corinthians precisa de liderança e personalidade nos momentos decisivos."
Os demais jogadores do plantel também foram alvo da insatisfação da uniformizada, que demonstrou revolta com a preguiça apresentada nas últimas partidas, mesmo em meio ao contexto de constantes atrasos salariais no clube. "Ao restante do elenco, a cobrança é clara: faltam entrega, comprometimento e atitude. O torcedor está cansado de discursos. Vestir essa camisa exige muito mais", afirmou a nota.
Ainda nesta quinta-feira, o executivo de futebol do Corinthians, Marcelo Paz, concedeu entrevista coletiva para defender o trabalho do técnico Fernando Diniz, blindando o elenco e prestando apoio a Depay. No entanto, uma resposta imediata no confronto diante do Fluminense tornou-se prioridade, após uma sequência de cinco derrotas seguidas no Brasileirão e o retorno do risco de rebaixamento.
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A cúpula diretiva do clube também foi fortemente cobrada no manifesto. "Nossa cobrança também se estende à diretoria presidida por Osmar Stabile, denunciado pelo Ministério Público de São Paulo, e a Armando Mendonça, que responde como réu em processo judicial. A atual gestão demonstra incapacidade para apresentar soluções concretas aos inúmeros problemas do clube. É inadmissível que o Corinthians permaneça há mais de 100 dias convivendo com restrições que limitam sua atuação no mercado, sem respostas efetivas", cobrou a organizada, em referência ao transfer ban que impede o registro de novos reforços.
Além dos dirigentes, os conselheiros do clube foram citados: "Os conselheiros também têm responsabilidade. Ao resistirem à reforma estatutária e à profissionalização do clube, contribuem para a instabilidade que prejudica o Corinthians".
A comissão técnica tampouco ficou fora das críticas. "A comissão técnica igualmente precisa assumir sua parcela de culpa. As limitações do elenco não explicam derrotas para o lanterna do campeonato (levou a virada da Chapecoense, por 2 a 1) nem atuações tão abaixo do esperado em partidas decisivas. Fernando Diniz, o Corinthians precisa produzir mais."
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Sob a premissa de que "o Corinthians exige respeito", os Gaviões da Fiel encerraram o pronunciamento confiando em uma reação em campo para garantir uma reta final de temporada menos dramática — a equipe está a apenas quatro pontos de distância do Vasco, primeiro clube na zona de rebaixamento.
"O pênalti perdido foi apenas a consequência mais visível de um problema muito maior. Jogadores, comissão técnica, diretoria e conselheiros são responsáveis pelo momento atual. A Fiel jamais abandonará o Corinthians, mas seguirá cobrando postura, competência, seriedade e respeito à história do clube."
* Com informações de Agência Estado.
