Coritiba

Veja o que Breno Lopes disse em expulsão por lei Vini Jr em clássico

Atacante colocou a mão na boca em discussão com Lucas Esquivel

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18/09/2026 15:44 • Atualizado há 5 dias

Veja o que Breno Lopes disse em expulsão por lei Vini Jr em clássico

Breno Lopes, do Coritiba, foi punido com um jogo de suspensão pela Sétima Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva pela expulsão por colocar a mão na boca em discussão com Lucas Esquivel no clássico contra o Athletico-PR.

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No julgamento, o atacante se justificou e afirmou que o embate contra o jogador rival já estava acontecendo minutos antes da expulsão, nos acréscimos do primeiro tempo. A partida terminou empatada em 3 a 3.

“Quando chegou no lance da expulsão, obviamente eu sabia da Lei Vini Jr. e acho válida. Também sou contra qualquer ato de racismo. Eu cheguei perto dele e falei que ele era um jogador fraco, que o jogo não tinha acabado ainda e que a gente ia buscar a virada. Mas, por hábito de colocar a mão na boca, eu acabei esquecendo, no calor do jogo, e acabei sendo expulso. Se eu não tivesse colocado a mão na boca, eu jamais seria expulso, porque não falei nada de racismo, nada disso”, explicou.

Quando Breno Lopes colocou a mão na boca durante a discussão, foi Esquivel quem acionou a arbitragem para relatar ter sido ofendido. O árbitro Wagner do Nascimento Magalhães foi ao VAR e mostrou o cartão vermelho.

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No Tribunal, o advogado do Coritiba, Paulo Guilherme Giffhorn, colocou a lei Vini Jr. como uma ação contra atos de racismo e reforçou o momento de adaptação ao protocolo no futebol.

“Estamos julgando um gestual que não pode mais fazer parte do futebol, mas todos nós ainda estamos em fase de adaptação. O Breno afirma que sabe, que errou e vai cumprir a pena de suspensão automática contra o Vasco, mas não há nada para que o Breno seja punido de forma administrativa, além da automática. Caso não entendam pela absolvição, a defesa pugna para que seja seguido o entendimento adotado pela Terceira Comissão no primeiro caso julgado pelo Protocolo Vini Jr.”

A auditora Marina Volpato, por sua vez, destacou que a lei é válida para qualquer tipo de ofensa com a boca encoberta, e não apenas condutas de cunho discriminatório. O voto foi acompanhado pelos auditores Marco Antônio Souto Maior, José Dutra Junior, Renato Oliveira Ramos e pelo presidente Mateus Resende Vilela.

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“As declarações no depoimento não foram suficientes para infirmar o registro da súmula. A súmula não traz nenhuma conduta de cunho discriminatório. Foi simplesmente uma ofensa, e ficou claro no depoimento que, de fato, houve uma ofensa. Contudo, essa limitação não retira o desvalor disciplinar do fato. O que se examina no processo é o gesto deliberado de ocultar a comunicação em contexto provocativo, e não uma frase cujo teor permaneceu desconhecido”, disse.

Veja o que Breno Lopes disse em expulsão por lei Vini Jr em clássico