Técnico de Tifanny revela “surpresa” com política que bane atletas trans
Luizomar de Moura estava fora do Brasil quando decisão foi anunciada

Técnico do Osasco, Luizomar de Moura criticou as mudanças nos critérios de elegibilidade da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) para a categoria feminina. A decisão afetou diretamente a oposta Tifanny Abreu.
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Quando a decisão foi anunciada, o técnico estava fora do Brasil em compromissos com a seleção feminina cubana. A atleta esteve em quadra na vitória por 3 sets a 0 sobre o Paulistano Barueri.
“Eu estava fora, foi uma surpresa para todos. Principalmente, por não poder dar o ombro, dar um abraço na Tifanny, principalmente pela pessoa que ela é. Tenho falado que conviver cinco anos com a Tifanny me tornou um ser humano melhor. Entender a história, tudo o que ela passa. Eu sou muito grato por fazer parte deste momento esportivo da Tifanny”, disse em entrevista ao Sportv.
Luizomar também pediu para que o departamento jurídico do Osasco siga em busca de uma solução para o problema, que impede a participação de Tifanny em competições de nível nacional.
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“Em 25 anos de Superliga, a gente já passou por muita coisa. Mas esse momento é complicado pela pessoa que é a Tifanny e por receber essa notícia no meio da temporada. Não é justo com a equipe e com a Tifanny", completou.
Nova determinação da CBV
No começo de agosto, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) anunciou que vai adotar as determinações do Comitê Olímpico Internacional (COI), que restringem a participação de atletas trans em competições oficiais.
Na nova regra da CBV, as jogadoras devem apresentar um teste genético negativo para o gene SRY, associado ao desenvolvimento masculino, para participarem de competições.
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A determinação entra em vigor já na rodada inaugural da temporada 2026/27 da Superliga A e B, Supercopa 2026, Copa do Brasil 2027, Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 (adulto) e CBVP Challenger 2027.
Isso impede que a oposta do Osasco São Cristóvão, Tifanny, jogue os campeonatos eme nível nacional, mas, no Paulista, a atleta segue em quadra no comando do ataque da equipe.
Afinal, por que Tifanny joga o Paulista?
O Campeonato Paulista Feminino se iniciou em 13 de agosto, com o Paulistano Barueri enfrentando o Realizar, um dia antes do anúncio da CBV sobre a implementação da nova política.
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Com o campeonato já iniciado naquela época, a Federação Paulista de Volleyball (FPV) esclareceu à Band.com.br que seguiu com o andamento da competição de acordo com a legislação e as normas vigentes anteriores à determinação. Por isso, a oposta ainda pode e vai seguir em quadra pela competição a nível estadual.
O quadro ainda é indefinido para as próximas temporadas. Mas a FPV explicou que as mudanças no regulamento para as próximas competições só serão definidas “após análise e manifestação das áreas jurídica e de saúde, considerando a legislação aplicável, as normas da modalidade e os aspectos técnicos pertinentes”. E que reafirma o compromisso com o cumprimento das normas, prezando a segurança e o respeito aos atletas.
Desde 2017, Tifanny possui autorização da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), e foi com o Bauru que ela fez sua estreia na Superliga Feminina de Vôlei. Em 2021, a oposta chegou ao Osasco, onde conquistou a Superliga 2024/25, a Copa do Brasil e o Paulista.
