Macron e Netanyahu trocam acusações em meio a escalada de tensão
Macron denuncia situação em Gaza e cerco na Cisjordânia, enquanto o governo de Netanyahu rebate
A ofensiva militar em Gaza e o avanço dos assentamentos na Cisjordânia elevaram a tensão entre Paris e Tel Aviv. Da tribuna das Nações Unidas, em Nova York, o presidente francês, Emmanuel Macron, cobrou uma resposta enérgica da comunidade internacional, criticou o bloqueio à ajuda humanitária e classificou a crise humanitária como um espetáculo que envergonha o mundo.
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O atrito diplomático intensificou-se após Macron afirmar que o Hamas não atuava na Cisjordânia e denunciar a pressão de colonos e o cerco militar contra os palestinos. A reação do governo israelense foi imediata: o gabinete de Benjamin Netanyahu classificou a fala do líder francês como um "absurdo grotesco".
Enquanto a troca de acusações repercute no cenário internacional, a situação no terreno segue crítica. Na Faixa de Gaza, ataques aéreos contínuos deixam mortos e feridos — com Tel Aviv alegando mirar alvos ligados ao Hamas —, enquanto a população enfrenta escassez extrema de alimentos, água e medicamentos entre escombros. Na Cisjordânia, tratores do exército israelense destruíram lavouras de oliveiras próximas a Ramalá, medida voltada a dificultar a subsistência local semanas antes da colheita anual.
