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Felicidade do brasileiro cai de 89,5% para 61,1% em 2026, diz pesquisa

Levantamento do Instituto Ideia revela retração de 28,4 pontos percentuais no "mapa da felicidade" do brasileiro

2 min

14/09/2026 15:47 • Atualizado há 9 dias

Felicidade do brasileiro cai de 89,5% para 61,1% em 2026, diz pesquisa

A parcela de brasileiros que se considera feliz registrou uma queda acentuada entre fevereiro e setembro de 2026, recuando de 89,5% para 61,1%. A diferença representa uma retração de 28,4 pontos percentuais no índice de bem-estar da população, segundo a nova medição do estudo O Mapa da Felicidade Real no Brasil, conduzido pela especialista em Ciência da Felicidade Renata Rivetti em parceria com o Instituto Ideia.

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O levantamento ouviu 1.500 pessoas em todas as regiões do país entre 4 e 8 de setembro. Os dados mostram que a queda na percepção de felicidade coincidiu com dois movimentos principais: o enfraquecimento das relações interpessoais de apoio e a alta do desgaste emocional provocado pelo uso de plataformas digitais.

Aumento da tristeza nas redes sociais

O impacto negativo dos ambientes virtuais avançou de maneira expressiva no período. Em fevereiro, metade da população (50,5%) dizia já ter se sentido triste ou infeliz ao acessar redes sociais; em setembro, esse índice subiu para 66,1%, uma alta de 15,6 pontos percentuais.

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A coleta dos dados coincidiu com um momento de maior tensão institucional no noticiário e com a intensificação das discussões políticas do calendário pré-eleitoral.

"Quando a pessoa abre uma rede social em um período de crise, encontra uma grande quantidade de denúncias, conflitos e informações negativas. Além do conteúdo, ela também entra em contato com posicionamentos de pessoas próximas, o que pode aumentar a tristeza e afetar a esperança", pontua Renata Rivetti.

Recuo na rede de apoio e no trabalho

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O suporte social também sofreu abalo nos últimos meses:

  • Rede de apoio: a fatia dos entrevistados que conta com o suporte de amigos ou familiares caiu de 87,2% para 78,3%. Cerca de 22% dos brasileiros relatam não dispor desse amparo.
  • Trabalho e bem-estar: entre os que trabalham, 70,8% associam a atividade profissional à própria felicidade, contra 76,6% observados no início do ano (queda de 5,8 pontos percentuais).

Segundo a coordenadora da pesquisa, as divergências políticas do período pré-eleitoral podem afastar amigos e familiares, minando a sensação de pertencimento que costuma blindar o bem-estar psicológico.

Principais dados do levantamento

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  • Brasileiros que se dizem felizes: 61,1% (eram 89,5% em fevereiro)
  • Sentimento de tristeza no uso de redes sociais: 66,1% (eram 50,5%)
  • Contam com apoio de familiares e amigos: 78,3% (eram 87,2%)
  • Sem rede de suporte social declarada: ~22%
  • Trabalho como fator de felicidade: 70,8% (eram 76,6%)

O estudo conta com margem de erro de 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Embora não seja possível atribuir a oscilação a um fato isolado, os números evidenciam uma fragilização simultânea dos principais pilares de suporte emocional do brasileiro ao longo de 2026.

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