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Tênis de corrida entram em nova fase das placas de carbono

A placa de carbono já não identifica apenas o tênis guardado para o dia da prova. Os lançamentos mais recentes mostram fabricantes trabalhando a rigidez, o

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19/09/2026 16:00 • Atualizado há 4 dias

Tênis de corrida entram em nova fase das placas de carbono

A placa de carbono já não identifica apenas o tênis guardado para o dia da prova. Os lançamentos mais recentes mostram fabricantes trabalhando a rigidez, o formato e até o material das placas para atender corredores diferentes — enquanto modelos intermediários começam a aproximar recursos dos super shoes da rotina de treinamento.

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Agosto oferece bons exemplos dessa fragmentação. O Topo Specter Elite estreou como primeiro super shoe da marca, combinando placa curva de fibra de carbono, nova espuma A-TPU e 39 milímetros de altura no calcanhar. Já o Brooks Hyperion Elite 6 passou por uma reformulação de geometria: mudou o ângulo da placa, ganhou maior curvatura na região dos dedos e uma nova versão da espuma PEBA DNA Gold.

Não é uma evolução resumida a “mais carbono”. A placa funciona dentro de um sistema que envolve espuma, geometria, peso, estabilidade e a própria mecânica do corredor. Por isso, dois tênis com fibra de carbono podem entregar sensações bastante diferentes. A geração atual explora justamente essas combinações em vez de tratar a tecnologia como uma receita única.

Um lançamento deste mês levou essa lógica diretamente ao desenho da placa. O Altra Vanish Carbon 3 divide a estrutura de carbono na região do dedão para permitir maior movimento durante a impulsão. A solução busca conciliar a rigidez esperada de um tênis de competição com uma movimentação mais natural do antepé. Treinar rápido também entrou nessa história.

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A fronteira fica clara no New Balance SuperComp Rebel. Em vez de uma placa integral rígida como as encontradas em muitos modelos de competição, o tênis utiliza uma placa de Pebax com carbono, posicionada mais próxima do solo e com alguma flexibilidade. A própria construção o coloca entre o SuperComp Elite v6, voltado às provas, e o FuelCell Rebel v5, mais flexível e sem placa.

É justamente essa diversidade que torna a expressão tênis com placa de carbono insuficiente para explicar sozinha o comportamento de um modelo. Comparações atuais ressaltam que espuma, geometria, peso, solado e maneira como cada pessoa corre interferem no resultado; não existe um único modelo que funcione da mesma forma para todos.

Nem toda novidade, aliás, precisa de uma placa. Entre os quatro lançamentos destacados pela Outside para agosto, o Diadora Corsa segue pelo caminho oposto: espuma supercrítica, construção leve e 39 milímetros sob o calcanhar, mas nenhuma estrutura interna destinada a controlar a passada. A presença dele no mesmo grupo ajuda a mostrar como o mercado está deixando de organizar os tênis apenas entre “com carbono” e “sem carbono”.

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Competição, treinos de ritmo e uso diário passam a exigir respostas diferentes, e as marcas estão multiplicando as soluções para ocupar esses espaços. A placa permanece importante, mas deixou de contar sozinha a história tecnológica de um tênis de corrida.

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