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EUA anunciam acordo para controlar 65 bi de barris de petróleo da Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , anunciou nesta sexta-feira (28) um acordo estratégico com a Venezuela que ele mesmo apontou como “o maior negóci

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28/08/2026 20:06 • Atualizado há 26 dias

EUA anunciam acordo para controlar 65 bi de barris de petróleo da Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (28) um acordo estratégico com a Venezuela que ele mesmo apontou como “o maior negócio de petróleo da história mundial”. Segundo ele, o governo norte-americano garantiu o controle majoritário de mais de 65 bilhões de barris das reservas comprovadas de petróleo em território venezuelano.

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Em publicação em sua rede social, Trump afirmou que a negociação foi conduzida pelo Secretário de Estado, Marco Rubio, e pelo Secretário de Guerra, Pete Hegseth, que atuaram em estreita colaboração com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodriguez. A viabilização do acordo também foi estruturada por meio de uma parceria estratégica com o setor privado.

Esta transação histórica mais que dobra as reservas de petróleo americanas, aumenta significativamente nossa oferta de petróleo e reduzirá substancialmente os preços dos combustíveis para todos os americanos por muito tempo, --Donald Trump

Um dos pilares destacados do acordo é que a operação foi garantida sem qualquer custo para os contribuintes americanos. Como consequência direta do aumento da oferta energética, projeta-se uma redução substancial e de longo prazo nos preços dos combustíveis para os cidadãos norte-americanos.

Além dos benefícios diretos para a segurança energética dos EUA, Trumo afirmou que o acordo coloca a Venezuela em uma trajetória de enorme sucesso e prosperidade. A expectativa da administração norte-americana é que a transação fortaleça a relação bilateral e de cooperação mútua entre os dois países.

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Operação secreta e aproximação política

A aproximação entre EUA e Venezuela só foi possível após a saída de Nicolás Maduro do governo venezuelano. O ditador e a primeira-dama foram retirados de Caracas por Forças Especiais dos EUA na noite de 3 de janeiro de 2026.

A etapa integrava a Operação Resolução Absoluta e levou a uma série de explosões na capital venezuelana, além de ataques marítimos e apreensão de navios petroleiros por parte dos EUA. Desde então, o país latino-americano é governado pela vice-presidente Delcy Rodríguez.

Maduro foi formalmente acusado pelo Departamento de Justiça dos EUA de liderar uma organização narcoterrorista: o Cartel dos Soles, classificado por Donald Trump como organização terrorista em novembro de 2025. A administração de Trump afirma que as operações visavam proteger a segurança dos Estados Unidos e que o governo venezuelano supostamente facilitou o envio de grandes carregamentos de drogas para o país e manteve alianças com grupos armados de alcance internacional.

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Maduro se declara "prisioneiro de guerra", e o governo da Venezuela criticou de forma veemente a captura do presidente, afirmando que a operação tinha como intuito o controle e a tomada de recursos estratégicos da economia do país, como minerais e petróleo. Um comunicado oficial da época chegou a afirmar que os Estados Unidos tentam impor uma "guerra colonial" para pressionar por uma troca de regime no país.

Maduro, que é socialista, tem relações conturbadas com Washington desde que chegou ao poder, em 2013. Os Estados Unidos engrossam o coro que contesta o resultado das duas reeleições de Maduro, uma em 2018 e outra em 2024, e o acusam de fraude. Desde 2019, o país não o reconhece como presidente legítimo da Venezuela.

EUA anunciam acordo para controlar 65 bi de barris de petróleo da Venezuela