Ceará
Jornal da Band

Namorado de jovem que morreu no Ceará é suspeito por indução ao suicídio

João Munhoz Neto teve prisão mantida pela Justiça e foi transferido para um presídio

2 min

23/09/2026 19:47 • Atualizado há 14 horas

A Justiça de Fortaleza manteve a prisão de João Munhoz Neto, de 34 anos, apontado como suspeito de violência psicológica e induzimento ao suicídio de sua namorada, a estudante de Direito Isabelle Caracristi.

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O suspeito, que também é investigado por obstrução de Justiça, foi transferido nesta quarta-feira (16) para um presídio na Região Metropolitana de Fortaleza.

A perícia da Polícia Forense do Ceará concluiu que a jovem, encontrada morta após cair da cobertura de um prédio em Fortaleza, se jogou do 23° andar do edifício. Imagens de câmeras de segurança do condomínio e mensagens enviadas pela vítima a um primo pouco antes de morrer reforçam os indícios da investigação.

De acordo com as autoridades, a vítima chamava o namorado de "doente" e pedia para que não acreditassem nele caso algo lhe acontecesse. Horas antes e depois da tragédia, a família do suspeito contratou uma faxineira para limpar o apartamento, que posteriormente foi colocado à venda

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Investigação e Posicionamento da Polícia

Durante coletiva de imprensa, o delegado-geral da Polícia Civil do Ceará, Márcio Gutiérrez, apontou que o investigado mantinha um relacionamento controlador e constrangedor, limitando a voluntariedade e isolando a vítima. A polícia encontrou registros de que o suspeito foi ao imóvel para buscar o celular da jovem e proibiu a entrada de familiares no condomínio.

O diretor da Perícia Forense do Ceará, Júlio Torres, esclareceu que uma reconstituição voluntária no rooftop confirmou a dinâmica da queda a partir de uma posição vertical. A Polícia Civil segue apurando as circunstâncias para esclarecer o caso e responsabilizar os envolvidos.

CVV oferece apoio emocional

Em momentos de sofrimento emocional intenso, conversar pode fazer a diferença. O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional e prevenção do suicídio de forma gratuita, sigilosa e anônima, 24 horas por dia.

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O atendimento é feito por voluntários treinados para ouvir sem julgamentos, pelo telefone 188, além de chat (cvv.org.br/chat), email (cvv.org.br/e-mail) e postos presenciais (cvv.org.br/postos-de-atendimento) em diversas cidades do país.