Barragem da Vale em Mariana tem risco elevado, fiscalização da ANM alerta
Aviso acontece cerca de sete meses após mineradora anunciar conclusão das obras de descaracterização

A barragem Campo Grande, da Vale, em Mariana, na região Central de Minas Gerais, teve a categoria de risco elevada de baixo para médio. A mudança foi publicada no relatório mensal de segurança da Agência Nacional de Mineração (ANM) e acontece cerca de sete meses após a mineradora anunciar a conclusão das obras de descaracterização da estrutura.
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De acordo com o Boletim Mensal de Segurança de Barragens de Mineração, referente a julho, a estrutura foi uma das quatro barragens do país que tiveram alteração na Categoria de Risco (CRI) entre 1º de julho e 3 de agosto.
Apesar da mudança na classificação, Campo Grande não aparece entre as barragens em nível de alerta ou emergência no levantamento.
Em dezembro de 2025, a Vale anunciou a conclusão do processo de descaracterização da barragem Campo Grande, localizada na Mina Alegria.
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Segundo a mineradora, durante as obras, foi retirado o alteamento a montante da barragem. Também foram realizadas a reconfiguração da estrutura, a construção de reforços, a impermeabilização e adequações no sistema de drenagem.
A empresa também afirmou que Campo Grande foi a primeira barragem a montante do Complexo Mariana a ter as obras de descaracterização concluídas. Ainda de acordo com a mineradora, toda barragem a montante da Vale é inativa e fica monitorada permanentemente.
Em nota à Band Minas, a Vale informou que as obras de descaracterização da barragem Campo Grande foram concluídas em dezembro do ano passado e comprovadas perante os órgãos competentes. Segundo a mineradora, a estrutura permanece estável, segura e sem nível de alerta ou emergência.
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A empresa informou que, durante os dois anos de acompanhamento da ANM após a conclusão das obras, o CRI pode apresentar variações relacionadas a ações rotineiras de manutenção. Segundo a Vale, a mudança na classificação não está relacionada à estabilidade da estrutura.
A empresa afirmou ainda que segue monitorando a barragem conforme pelo Centro de Monitoramento Geotécnico (CMG), 24 horas por dia.
A Band Minas também procurou a ANM para entender o motivo da mudança da categoria de risco, mas ainda não teve retorno.
