Delegada que atirou em policiais vai a júri após reviravolta na justiça
A ex-delegada da Polícia Civil deve ser submetida a julgamento pelo Tribunal do Júri por quatro tentativas de homicídio

A Justiça de Minas Gerais decidiu, nesta quarta-feira (16), que a ex-delegada da Polícia Civil Monah Zein deve ser submetida a julgamento pelo Tribunal do Júri por quatro tentativas de homicídio. A decisão foi tomada pela segunda instância após o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) recorrer da sentença que havia impronunciado a acusada.
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O caso ocorreu em novembro de 2023, no bairro Ouro Preto, em Belo Horizonte. Segundo a denúncia, Monah Zein, que estaria passando por uma crise psicológica e apresentava sinais de comportamento suicida, foi abordada por equipes da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros e da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE). As negociações para que ela se rendesse duraram mais de 30 horas.
Ainda conforme o processo, a então delegada deixou o apartamento armada, ameaçou atirar contra os policiais caso eles não se afastassem e efetuou disparos na direção dos agentes. Ninguém foi atingido.
Na primeira instância, o juiz entendeu que não havia elementos suficientes para comprovar a intenção de matar e decidiu não levar a acusada a julgamento pelo júri. O MPMG recorreu e defendeu que havia provas da ocorrência dos crimes e indícios suficientes para que a análise sobre a intenção de Monah fosse feita pelo Tribunal do Júri.
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Ao julgar o recurso, o relator entendeu que, nessa fase do processo, a existência de indícios de intenção de matar é suficiente para que o caso seja encaminhado ao júri. O colegiado também manteve a qualificadora relacionada aos crimes contra agentes de segurança pública e a acusação de resistência.
Com a decisão, Monah Zein deverá responder por quatro tentativas de homicídio qualificado e pelo crime de resistência. A decisão da segunda instância ainda pode ser contestada por meio de recurso.
