Homem que forjou suicídio da namorada na Savassi virá réu por feminicídio
Ele terá dez dias para apresentar resposta à acusação. A juíza também manteve a prisão preventiva do acusado.

A Justiça recebeu a denúncia do Ministério Público contra Adalton Martins Gomes, de 45 anos, acusado de feminicídio contra a estudante Giovanna Neves Santana Rocha, de 22 anos. Com a decisão, a ação penal tem início oficialmente e Adalton passa à condição de réu. Ele terá dez dias para apresentar resposta à acusação.
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A juíza também manteve a prisão preventiva do acusado. Segundo a decisão, Adalton foi preso em 15 de maio, inicialmente por prisão temporária. A medida foi prorrogada em junho e convertida em prisão preventiva no dia 26 daquele mês. Para a magistrada, continuam presentes os motivos que justificaram a manutenção da prisão.
Giovanna foi encontrada morta no apartamento onde morava, na Savassi, região Centro-Sul de Belo Horizonte. Uma amiga localizou a jovem depois que ela não compareceu a um almoço marcado. Medicamentos foram encontrados no quarto, o que inicialmente levantou a hipótese de suicídio. Durante as investigações, a Polícia Civil passou a considerar a possibilidade de homicídio. O laudo de necropsia apontou que a morte foi causada por asfixia provocada por sufocação direta.
Adalton apresentou versões diferentes sobre o que teria acontecido. Em um áudio, afirmou que Giovanna teria morrido em seus braços, mas a polícia questionou por que ele não acionou as autoridades após a suposta morte. Ainda de acordo com a Polícia Civil, depois da morte da jovem, ele entrou com uma ação para reconhecer uma união estável entre os dois e enviou mensagens e áudios, alguns em tom de ameaça, a amigas dela para que ajudassem no reconhecimento da relação.
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Conforme a investigação, Adalton dizia estar separado da esposa e passou a levar pertences para o apartamento de Giovanna, além de colocar contas dela em seu próprio nome. As circunstâncias do caso ainda serão analisadas pela Justiça durante o processo.
