MP denuncia dono da Voepass e outras 11 pessoas por queda de avião em SP
Acidente com o voo 2283 matou 62 pessoas em agosto de 2024

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o dono da Voepass, José Luiz Felício Filho, e outras 11 pessoas pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo no caso da queda do voo 2283, que matou 62 pessoas em Vinhedo, no interior de São Paulo, em agosto de 2024.
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A informação foi publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo.
A denúncia foi encaminhada à 9ª Vara Federal de Campinas e inclui profissionais ligados às áreas de manutenção, operação, controle e segurança da companhia aérea.
Entre os denunciados estão despachante de voo, mecânico, gerentes, diretores, responsáveis pela engenharia e manutenção, além do piloto-chefe da empresa.
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MPF aponta sequência de falhas
Segundo a denúncia, as investigações indicaram que a queda do avião não teria sido provocada por uma falha técnica isolada.
No entendimento do MPF, o acidente teria sido resultado de um processo contínuo de falhas na manutenção preventiva e na gestão de segurança da Voepass.
O Ministério Público também afirma que havia uma cultura de não reporte de problemas dentro da empresa e relaciona essa situação a decisões tomadas pela alta administração da companhia.
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Segundo a denúncia, questões financeiras teriam comprometido procedimentos de manutenção e contribuído para a operação da empresa em condições consideradas inadequadas pelo MPF.
Quem foi denunciado
Foram denunciados:
- Marcos Hiroyuki Sato, despachante de voo responsável pelo voo 2283
- Alex de Souza Leandro, mecânico
- William Schmidt Agatz, gerente do Centro de Controle Operacional
- Juliano Flores Pacheco, gerente do Centro de Controle de Manutenção
- Raphael Limongi de Figueiredo, chefe do Centro de Controle Operacional
- Marcel Sarquis Moura, diretor de Operações
- Tiago Passucci Morani, inspetor-chefe e gerente de engenharia
- Carlos Alberto Costa, diretor de manutenção
- Eric Consoli, diretor técnico
- Rafael Gimenez Rodrigues, piloto-chefe
- David da Costa Faria Neto, diretor de Segurança Operacional
- José Luiz Felício Filho, dono da Voepass
O que diz a Voepass
Em nota, a Voepass afirmou que, com o recebimento da denúncia pela Justiça Federal, o processo seguirá os trâmites previstos em lei e que a companhia continuará colaborando com o Poder Judiciário e com as demais autoridades.
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A empresa também afirmou que, ao longo de mais de três décadas de atuação, manteve a segurança operacional como princípio fundamental e adotou procedimentos de manutenção, operação e treinamento de acordo com a regulamentação aeronáutica e suas normas internas.
