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Paraná chega a 12 tornados confirmados em 2026; entenda a classificação

Novos casos em Francisco Alves e Espigão Alto do Iguaçu elevaram o número de fenômenos registrados no Estado neste ano

4 min

10/09/2026 12:15 • Atualizado há 14 dias

Paraná chega a 12 tornados confirmados em 2026; entenda a classificação

O Paraná chegou a 12 tornados confirmados em 2026 após os fenômenos registrados entre a tarde de quarta-feira (9) e a madrugada desta quinta-feira (10), em Francisco Alves, no Noroeste, e Espigão Alto do Iguaçu, no Centro-Sul do Estado.

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As duas ocorrências foram confirmadas pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). A intensidade ainda passa por avaliação.

Em Francisco Alves, o tornado ocorreu por volta das 17h de quarta-feira, em uma área pequena e localizada. Segundo o Simepar, o fenômeno teve curta duração e, até o momento, não foram identificados danos diretamente associados à passagem dele. A tempestade também provocou forte queda de granizo.

Já em Espigão Alto do Iguaçu, o tornado foi registrado por volta das 0h40 desta quinta-feira. A análise dos danos continua para que os meteorologistas possam determinar a intensidade.

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Paraná já havia registrado dez tornados no ano

Antes das duas novas ocorrências, o Paraná já contabilizava dez tornados confirmados em 2026.

Em janeiro, foram registrados fenômenos em Mercedes, no Oeste, e São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O tornado de São José dos Pinhais foi classificado como F2.

Em 7 de fevereiro, houve outro registro em Foz do Iguaçu.

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Entre os dias 28 e 30 de junho, seis tornados foram registrados em Reserva e Nova Cantu, na região central do Estado.

O décimo caso confirmado aconteceu em Piraí do Sul, nos Campos Gerais, no dia 8 de agosto. O fenômeno atingiu principalmente a área rural do município e provocou danos em residências e vegetação.

Com Francisco Alves e Espigão Alto do Iguaçu, a conta chegou agora a 12 ocorrências confirmadas neste ano.

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Como o Simepar confirma que houve um tornado?

Vídeos de tempestades e formações de nuvens são publicados com frequência nas redes sociais, mas uma imagem isolada não é suficiente para determinar oficialmente a ocorrência de um tornado.

Segundo o Simepar, a confirmação depende da combinação de diferentes evidências.

As imagens de radar permitem aos meteorologistas observar a movimentação e a intensidade das tempestades. Dependendo da distância do radar, também é possível identificar sinais de rotação dentro da tempestade e até a presença de detritos lançados na atmosfera.

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Os registros feitos pela população e as informações encaminhadas pela Defesa Civil também são fundamentais.

A partir dos primeiros relatos, os meteorologistas confrontam as informações com imagens de radar e satélite para verificar se o comportamento da tempestade é compatível com a ocorrência de um tornado.

Confirmar e classificar são etapas diferentes

Mesmo depois da confirmação, ainda existe outra etapa: descobrir qual foi a intensidade do tornado.

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O Simepar utiliza a Escala Fujita, que classifica os fenômenos de F0 a F5 a partir dos danos encontrados.

Os especialistas analisam árvores, edificações, estruturas metálicas e de concreto, postes, torres e objetos que tenham sido deslocados ou arremessados.

Também são consideradas as condições das construções atingidas, resistência das estruturas, ancoragem e estado anterior ao evento.

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Por isso, a classificação não depende de um único dano, mas do conjunto de evidências encontradas ao longo da trajetória do fenômeno.

Equipes vão a campo para reconstruir trajetória

Em ocorrências mais significativas, equipes do Simepar realizam levantamentos presenciais.

Os meteorologistas conversam com moradores, fotografam e georreferenciam os danos para identificar a trajetória, largura e intensidade do tornado.

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Também podem ser utilizados drones, aviões e helicópteros para mapeamento aéreo, além da comparação de imagens de satélite registradas antes e depois da tempestade.

Esse processo pode levar alguns dias.

Ao final, é produzido um laudo meteorológico, documento técnico que reúne as características encontradas durante a investigação.

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Tornado pode ter ventos mais fortes que furacão

Os tornados geralmente se formam a partir de tempestades severas, especialmente as chamadas supercélulas, que possuem uma região de rotação interna conhecida como mesociclone.

Apesar de os ventos de um tornado poderem atingir velocidades extremas, esses fenômenos costumam ocupar áreas muito menores do que um furacão. Normalmente, têm algumas centenas de metros ou poucos quilômetros de extensão e duram poucos minutos.

Isso torna difícil prever exatamente onde e quando um tornado vai tocar o solo.

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Com algumas horas de antecedência, porém, os meteorologistas conseguem identificar condições atmosféricas favoráveis à formação de tempestades severas com potencial para tornados.

Paraná já teve tornado F4

O episódio mais severo da história recente do Estado aconteceu em novembro de 2025, em Rio Bonito do Iguaçu, no Sudoeste.

O tornado foi classificado como F4 na Escala Fujita, e as rajadas podem ter alcançado até 418 km/h. Cerca de 90% da área urbana do município foi devastada, segundo o Simepar.

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Como receber alertas da Defesa Civil

O Simepar monitora as condições atmosféricas 24 horas por dia e repassa informações à Defesa Civil quando identifica risco de tempestades mais intensas.

Os alertas podem evoluir conforme o grau de perigo. Primeiro, pode ser divulgado um aviso de instabilidade. Caso o risco aumente, são emitidos alertas laranja e, em situações de risco muito alto e iminente, alerta vermelho.

Para receber avisos no celular, a população pode cadastrar o CEP enviando uma mensagem de SMS para o número 40199.

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Em ocorrências extremas, a Defesa Civil também utiliza o sistema Defesa Civil Alerta, que envia mensagens diretamente para celulares localizados na área de risco, independentemente de cadastro.

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