Paraná
Jornal da Band

PF detalha atuação de máfia italiana e advogado em rota de tráfico no PR

Operação revela que defensor usava prerrogativas legais para repassar ordens de traficantes ligados à 'Ndrangheta e PCC

2 min

18/09/2026 19:55 • Atualizado há 5 dias

A Polícia Federal divulgou nesta sexta-feira (18) novos detalhes da investigação que desarticulou um esquema internacional de tráfico de drogas comandado por máfias italianas a partir do Brasil. De acordo com as apurações, o Porto de Paranaguá, no Paraná, era utilizado como a principal base para o envio de grandes remessas de cocaína para a Europa.

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O foco central da operação recai sobre a atuação de um advogado de Santos (SP), identificado como Patrick Rashi Cardoso, preso durante as diligências. Segundo a PF, ele utilizava o acesso privilegiado a presídios garantido pelas prerrogativas profissionais para atuar como um "pombo-correio", transportando ordens e recados entre criminosos.

Conexão com a 'Ndrangheta e facções locais

As investigações apontam que o advogado servia de elo para os mafiosos italianos Nicola e Patrick Assis — pai e filho presos no Brasil em 2019 e que aguardam processo de extradição para a Itália. Além de atender aos interesses da facção calabresa 'Ndrangheta, o profissional também mantinha contatos estreitos com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho.

A participação do defensor foi reconstruída com base na análise de mensagens, fotografias e na delação premiada do mafioso italiano Vincenzo Pasquino, que também havia sido preso no país e posteriormente extraditado. Os registros mostram tratativas para o envio semanal de cargas de cerca de 500 quilos de cocaína pelo litoral paranaense.

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Apreensões e continuidade do esquema

Apesar da prisão dos líderes da organização criminosa anos atrás, as autoridades constataram que outras células assumiram o controle das operações logísticas. Ao longo das investigações, diversas apreensões somaram mais de 4,6 toneladas de entorpecentes interceptados a caminho do mercado europeu.

"A defesa de Patrick Cardoso diz que ele irá provar sua inocência", informou a reportagem durante a exibição dos desdobramentos do caso.

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