Polícia Militar faz mutirão para proteger mulheres no PR
A Polícia Militar do Paraná realizou hoje um mutirão da Patrulha Maria da Penha, dentro da Operação Mulher Segura, para reforçar a fiscalização de medidas

A Polícia Militar do Paraná realizou hoje um mutirão da Patrulha Maria da Penha, dentro da Operação Mulher Segura, para reforçar a fiscalização de medidas protetivas concedidas a mulheres vítimas de violência doméstica em todo o estado.
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Equipes especializadas visitaram mulheres que já registraram boletim de ocorrência contra companheiros ou ex-companheiros, verificaram o cumprimento das decisões judiciais e ofereceram orientações sobre os mecanismos de proteção disponíveis.
Entre as vítimas atendidas está uma mulher que vive há dois anos sob medida protetiva contra o ex-marido. O relacionamento de cerca de dez anos, segundo ela, foi marcado por diferentes tipos de violência, principalmente psicológica, que também atingiram a filha do casal.
Ela relata que o agressor já a ameaçou de morte com uma faca no pescoço e não aceita o fim do relacionamento, tentando manter contato apesar das proibições. Por segurança, a identidade da vítima não foi divulgada.
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Patrulha Maria da Penha intensifica visitas
De acordo com o cabo Romualdo, da Patrulha Maria da Penha, as equipes acompanham casos com histórico de violência doméstica para avaliar a situação e incentivar o uso das medidas legais. "Visitamos mulheres com boletim de ocorrência para explicar as medidas protetivas e orientar os próximos passos", afirma.
Segundo a Polícia Militar, as ações desta semana se somam a um trabalho contínuo. Nos primeiros seis meses deste ano, a Patrulha Maria da Penha realizou mais de 47 mil visitas preventivas individuais em todo o Paraná, além de reuniões e palestras coletivas em comunidades e instituições.
Reconhecer o ciclo de violência
Para o cabo Romualdo, o principal objetivo é ajudar as mulheres a identificar que vivem um ciclo de violência. "Nem sempre a agressão é física. Pode ser psicológica, moral ou patrimonial. É preciso que a mulher se reconheça como vítima desse ciclo", destaca.
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Ele acrescenta que muitas vítimas acreditam que só existe violência quando há agressão física. A patrulha orienta que qualquer controle excessivo, ameaça ou humilhação deve acender um sinal de alerta e ser comunicado à polícia.
Medidas e canais de apoio
As medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha podem determinar o afastamento do agressor, proibir qualquer tipo de contato e impor outras restrições para garantir a segurança da mulher e de seus filhos.
A orientação da Polícia Militar é que vítimas ou pessoas próximas denunciem situações de violência por meio do telefone 190 ou procurem uma delegacia da mulher, para que os casos sejam registrados e acompanhados pelas equipes especializadas.
