Trigêmeos têm sequelas de Covid e família luta por remédio de R$ 30 mil
O sonho da maternidade planejado ao longo de sete anos transformou-se em uma rotina ininterrupta de cuidados e superação para uma família do Rio Grande do

O sonho da maternidade planejado ao longo de sete anos transformou-se em uma rotina ininterrupta de cuidados e superação para uma família do Rio Grande do Sul. Pais dos trigêmeos Valentim, Vicente e Vitor, de 2 anos e 9 meses, Monique Rafaela Colombo e Vinicius enfrentam uma batalha diária contra sequelas neurológicas e motoras severas provocadas pela Covid-19, contraída pelos três bebês ainda no ambiente hospitalar.
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A gestação dos irmãos foi viabilizada por meio de fertilização in vitro. Os trigêmeos nasceram prematuros, com 31 semanas de gestação, e estavam prestes a receber alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal quando foram infectados pelo coronavírus. O quadro evoluiu com gravidade extrema, deixando sequelas permanentes e distintas em cada uma das crianças.
Sequelas graves e diagnósticos raros
As complicações da infecção atingiram o desenvolvimento dos irmãos em diferentes níveis:
- Valentim: Sofreu um infarto isquêmico decorrente do quadro infeccioso e perdeu totalmente a visão.
- Vicente: Ficou intubado em estado grave e desenvolveu problemas respiratórios crônicos, tendo passado por cinco procedimentos de dilatação traqueal.
- Vitor: Enfrenta o diagnóstico mais delicado. Após sofrer uma parada cardíaca, desenvolveu paralisia cerebral e, recentemente, foi diagnosticado com a Síndrome de Lennox-Gastaut — forma rara e severa de epilepsia que provoca crises convulsivas frequentes e atrasos profundos no neurodesenvolvimento, fazendo com que o menino perdesse marcos já conquistados, como o equilíbrio para sentar.
Custo elevado e ação na Justiça
Vitor depende de cinco medicamentos diários, administrados em horários rigorosos, mas as convulsões continuam recorrentes. A principal esperança dos médicos e da família para estabilizar o quadro clínico está em um medicamento importado cujo frasco custa cerca de R$ 30 mil e dura apenas um mês.
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Com previsão de liberação do fármaco pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os pais se preparam para acionar a Justiça para que o Estado seja obrigado a custear o tratamento e o leite especial do qual a criança necessita.
Dedicação integral e corrente de apoio
A complexidade dos tratamentos e a demanda contínua por medicações levaram Monique e Vinicius a deixarem o mercado de trabalho formal para se dedicarem exclusivamente aos três filhos.
Para custear as terapias, insumos e manter a estrutura necessária em casa, os pais utilizam as redes sociais para compartilhar a rotina da família atípica. Pelo perfil na internet, eles mobilizam doações, trocam experiências com outras famílias e mantêm uma rede de solidariedade para garantir o bem-estar e o avanço no desenvolvimento dos trigêmeos.
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