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Operação prende 6 por fraudar investimentos e lavagem de dinheiro

Seis pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (22) durante a 'Operação Paládio' realizada pelo Ministério Público de São Paulo, por meio do GAECO, com

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22/09/2026 08:31 • Atualizado há 1 dia

Operação prende 6 por fraudar investimentos e lavagem de dinheiro

Seis pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (22) durante a 'Operação Paládio' realizada pelo Ministério Público de São Paulo, por meio do GAECO, com apoio da Polícia Militar. O grupo integrava uma organização criminosa de fraudes milionários envolvendo falsos investimentos financeiros e lavagem de dinheiro. Entre os detidos está um policial militar e a esposa dele.

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Mandados

Ao todo, foram expedidos 18 mandados de busca e apreensão e 8 mandados de prisão preventiva, cumpridos em quatro estados.

As diligências ocorrem em:

  • São Paulo (SP);
  • Campinas (SP);
  • Paulínia (SP);
  • Hortolândia (SP);
  • Monte Sião (MG);
  • Cuiabá (MT);
  • Sinop (MT);
  • Teresina (PI).

Como funcionava o golpe?

Segundo as investigações, o grupo montou uma estrutura empresarial para atrair investidores, aos quais eram oferecidas aplicações apresentadas como seguras e altamente rentáveis, supostamente vinculadas a empreendimentos imobiliários e do agronegócio.

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A captação das vítimas era realizada por meio de agências de intermediação de investimentos. Uma delas funcionava em Campinas, em um edifício de alto padrão, com escritórios equipados com amplo aparato tecnológico e logístico. A estrutura do local contribuía para credibilidade às operações oferecidas.

Além disso, os investigados mantinham intensa exposição em redes sociais e programas de televisão, nos quais divulgavam o suposto sucesso das atividades.

Entretanto, os recursos não eram efetivamente aplicados nos supostos investimentos anunciados. Em vez disso, eram apropriados pelo grupo, causando prejuízos às vítimas.

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Para sustentar a fraude, a organização também utilizava diversas pessoas jurídicas com denominações e apresentação semelhantes às de instituições do mercado financeiro. Essas empresas administravam as contas bancárias que recebiam os valores entregues pelas vítimas.

Aplicativo

Os investigados também controlavam aplicativos que simulavam plataformas de instituições financeiras. Os investidores visualizavam os valores supostamente aplicados e os rendimentos que acreditavam estar obtendo.

Durante um período, o grupo chegava a pagar às vítimas quantias correspondentes aos rendimentos prometidos, reforçando a aparência de legitimidade das operações e dificultando a descoberta do esquema.

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De acordo com o GAECO, todo esse aparato integrava uma estratégia para induzir e manter as vítimas em erro, fazendo-as acreditar que participavam de investimentos lícitos e seguros nos setores imobiliário e do agronegócio.

Lavagem de dinheiro

Há indícios de que empresas controladas pelo grupo também eram utilizadas para movimentar e ocultar dinheiro supostamente proveniente de atividades criminosas, inclusive do tráfico de drogas praticado por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Nesse contexto, os valores captados junto às vítimas das fraudes eram misturados a recursos de outras origens que transitavam pelas contas das empresas investigadas, dificultando a identificação e o rastreamento de valores provenientes de atividades ilícitas de outras organizações criminosas.

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A investigação prossegue para aprofundar a apuração sobre a atuação da organização criminosa, a destinação dos valores movimentados e a eventual participação de outros envolvidos.

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