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Rope jump: Justiça faz 2ª audiência sobre jovem lançada de ponte sem cordas

Sessão nesta quarta (23) dá sequência à oitiva de testemunhas; na 1ª audiência, 4 depoimentos foram colhidos

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23/09/2026 11:25 • Atualizado há 23 horas

Rope jump: Justiça faz 2ª audiência sobre jovem lançada de ponte sem cordas

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) realiza, nesta quarta-feira (23), a segunda audiência de instrução e julgamento sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrida durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, que fica entre Limeira (SP) e Cordeirópolis (SP). A sessão acontece a partir das 9h no Fórum Criminal de Limeira para dar continuidade à oitiva de testemunhas.

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Na primeira audiência, realizada no dia 17 de setembro, o juízo ouviu quatro testemunhas de acusação. No total, 31 testemunhas foram arroladas pelas partes para prestar depoimento, das quais 16 foram indicadas pela acusação e 15 pela defesa. Os quatro acusados acompanham os depoimentos de forma virtual, por videoconferência

Acusações e prisões preventivas

O grupo tornou-se réu após o Ministério Público de São Paulo apresentar denúncia por homicídio com dolo eventual, qualificado por motivo torpe e por uso de recurso que impediu a defesa da vítima.

Respondem ao processo a organizadora do evento, Evelyne dos Santos Gonçalves (43 anos), e os instrutores Luis Felipe Feliciano Egoroff (32 anos), Maicon Fernandes Cintra (42 anos) e Vitor de Freitas Gonçalves (27 anos).

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Evelyne era a responsável pela empresa "Entre Cordas", que operava sem registro nem autorização dos órgãos competentes, e também responde por fraude processual por tentar eliminar provas.

Todos os quatro réus cumprem prisão preventiva.

Relembre o caso

O acidente ocorreu em 13 de junho de 2026. Registros em vídeo mostram o momento em que os instrutores ergueram a Maria Eduarda e a arremessaram da estrutura da ponte sem as cordas de segurança conectadas.

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Conforme a denúncia, os organizadores operavam sem definição clara de funções e descumpriam exigências legais, priorizando lucros e promoção em redes sociais em detrimento da segurança dos praticantes.

A Polícia Civil investiga também o desaparecimento da câmera de ação que estava acoplada ao braço de Maria Eduarda durante a queda, existindo relatos de testemunhas sobre a intenção da organizadora de apagar os vídeos gravados.

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