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Cortejo de São Gonçalo e São Benedito é patrimônio cultural do Brasil

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional oficializou cortejo de Guaratinguetá como patrimônio nacional.

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24/09/2026 08:29 • Atualizado há 2 horas

Cortejo de São Gonçalo e São Benedito é patrimônio cultural do Brasil

O Cortejo da Cavalaria de São Gonçalo e São Benedito, de Guaratinguetá foi reconhecido patrimônio cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

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Com a oficialização, o bem será inscrito no Livro de Registro das Celebrações, que reúne os rituais e festas que marcam vivência coletiva, religiosidade, entretenimento e outras práticas da vida social.

O que é o Cortejo da Cavalaria de São Gonçalo e São Benedito?

O cortejo é organizado pela Associação Cavalaria de São Gonçalo e São Benedito de Guaratinguetá (ACSGSBG), fundada em 1992. Seus membros formais, os mantenas, organizam o desfile e suas regras. Além deles, participam seis clubes agregados, cada um com uniforme e identidade próprios, e a Fila de Branco, aberta a cavaleiros e cavaleiras sem filiação fixa mediante cadastro prévio.

Esta tradição leva, anualmente, a cada Domingo de Páscoa, cerca de dois mil cavaleiros às ruas da cidade de Guaratinguetá. Vestidos de branco, os montadores percorrem aproximadamente 20 quilômetros pelas vias, em duas filas. Ao longo do trajeto, eles param nos cemitérios para homenagear os cavaleiros e cavaleiras que já morreram, com estandartes que trazem suas fotografias. Moradores montam altares nas calçadas e portas de suas casas para saudar a passagem da comitiva.

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O reconhecimento nacional valoriza não apenas o cortejo, mas também as pessoas que, ao longo das gerações, contribuíram para sua continuidade e preservação. Uma tradição de Guaratinguetá que atravessa gerações e agora é reconhecida como patrimônio de todo o Brasil, afirmou a Prefeitura de Guaratinguetá em publicação. O cortejo reúne duas tradições. A primeira é o tropeirismo, atividade de transporte de mercadorias em tropas que marcou a vida rural do Vale do Paraíba. Segundo a memória local, tropeiros e viajantes ergueram em Guaratinguetá, no ano de 1726, a Capela de São Gonçalo do Amarante, em homenagem ao padroeiro dos viajantes. As duas tradições (tropeirismo e devoção) se encontram no ponto alto do cortejo. O mastro de São Benedito sai em procissão da Capela de São Benedito e Santa Cruz, localizada na região central da cidade, levado com a coroa, a bandeira e a imagem do santo. Ao alcançá-lo, a cavalaria passa a escoltá-lo até a Igreja do Puríssimo Coração de Maria, ao lado de outros grupos devocionais. Entre eles estão as Caixas de São Benedito: quatro devotos que anunciam o ritual com toques de caixa, e as congadas e os moçambiques, que acompanham a festa com cantos, danças e música. Diante da igreja, o mastro é erguido ao som das caixas, do hino e de orações, e os devotos deixam nele bilhetes com pedidos e agradecimentos. Depois, os cavaleiros e cavaleiras seguem até a Praça São Gonçalo e executam a meia-lua, um giro quase completo que remete às evoluções a cavalo que os tropeiros faziam diante da capela. A história completa do Cortejo da Cavalaria de São Gonçalo e São Benedito pode ser conferida no site do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

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