Condomínios apostam em apartamentos enxutos e pet place grandes
A convivência diária com animais de estimação passou a ditar o planejamento arquitetônico e o mercado imobiliário brasileiro. Com uma população que ultrapassa

A convivência diária com animais de estimação passou a ditar o planejamento arquitetônico e o mercado imobiliário brasileiro. Com uma população que ultrapassa 160 milhões de pets no país, segundo dados do Instituto Pet Brasil, empreendimentos focados em metragens reduzidas adaptam suas áreas compartilhadas para incluir estruturas como pet care e pet play, dividindo espaço com facilidades como academias, lavanderias e coworkings.
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Essa transformação reflete a nova dinâmica das cidades, onde a metragem privativa menor é compensada por uma infraestrutura coletiva completa. Além dos serviços funcionais — minimercado, bicicletário e lavanderia —, condomínios projetam ambientes dedicados exclusivamente aos animais: o pet care, voltado aos cuidados e higiene, e o pet play, pensado para recreação e convivência.
Para o CEO da construtora Saes Empreendimentos, Erivelto Saes, a percepção em relação aos imóveis compactos mudou nos últimos anos. "O studio [apartamento compacto] deixou de ser visto como um imóvel pequeno e passou a ser entendido como parte de uma estrutura maior. O morador pode ter menos metros quadrados dentro da unidade e, ao mesmo tempo, encontrar no condomínio espaços para trabalhar, treinar, receber pessoas, cuidar do animal e resolver tarefas do dia a dia. Com os animais cada vez mais presentes na rotina das famílias, os espaços destinados a eles precisam integrar a infraestrutura funcional do condomínio e a própria experiência de moradia."
A estratégia das construtoras acompanha o aquecimento do setor. De acordo com o Índice FipeZAP de agosto de 2026, os imóveis de um dormitório lideraram a valorização nacional nos últimos 12 meses, acumulando alta de 7,33% — desempenho superior à média do mercado residencial, que foi de 5,49%.
