6x1: Lula critica aliado de Flávio Bolsonaro por atuar contra avanço da PEC
Lula: enquanto tentávamos avançar com PEC do fim da 6x1, oposição atuava para impedir avanço

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, culpou a oposição e o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), o senador Rogério Marinho (PL-RN), pela não votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1.
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Em publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (3), o petista disse que "é importante que o Brasil saiba" quem está a favor e quem está contra a proposta.
"Ontem o Brasil testemunhou, mais uma vez, quem é quem no Congresso Nacional. Enquanto tentávamos avançar com a PEC que acaba com a jornada 6x1 no Senado, a oposição, capitaneada pelo coordenador da campanha do meu opositor nessa corrida presidencial, atuava para impedir o avanço da pauta", declarou o presidente.
“É importante que o Brasil saiba quem está trabalhando para avançar com essa mudança e quem está tentando impedir uma conquista que pode garantir um dia a mais de descanso sem redução de salário”.
Lula repetiu o discurso a favor da PEC do fim da escala 6x1: de que o argumento de que a redução da jornada de trabalho poderia quebrar empresas é falacioso e usado sempre que direitos trabalhistas são introduzidos na legislação.
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"As justificativas são as de sempre. Se a gente aprovar, o Brasil 'quebra'. Do mesmo jeito que ia 'quebrar' quando os trabalhadores conquistaram o direito às férias. Quando tiveram direito ao 13º. Uma história que se repete desde os tempos do fim da escravidão", disse o presidente.
“O que quebra de verdade é a saúde mental do trabalhador com essa escala. O que quebra qualquer família é a sensação de não poder acompanhar os filhos crescerem. Viver para trabalhar, e não ter vida além do trabalho. Desmotiva. Mina a produtividade”.
A PEC do fim da escala 6x1 foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na quarta-feira (2). O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), no entanto, não colocou o texto em votação no plenário, frustrando os planos do governo federal.
*Com Estadão Conteúdo.
