Dallagnol divulga dados sigilosos de Zanin; ministro pede responsabilização
Defesa do candidato ao Senado anexou documentos com informação fiscal e bancária protegida no registro de candidatura

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, acionou oficialmente a Justiça Eleitoral e a presidência da Suprema Corte após tomar conhecimento de que o candidato ao Senado pelo Paraná Deltan Martinazzo Dallagnol anexou documentos fiscais e bancários protegidos por sigilo legal e processual ao seu pedido de registro de candidatura.
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O ministro afirma nos documentos que soube da irregularidade por meio da imprensa. No ofício enviado diretamente ao presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, Zanin informou que Dallagnol juntou ao seu processo de candidatura informações bancárias e fiscais sigilosas de sua titularidade.
No documento, Zanin solicita formalmente que a presidência do tribunal adote "providências objetivando sanar essa ilegalidade bem como as comunicações devidas objetivando a responsabilização dos envolvidos, inclusive no âmbito criminal".
O ministro também oficiou as cúpulas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhando a eles uma cópia da representação enviada ao tribunal do Paraná:
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- Tribunal Superior Eleitoral (TSE): Por meio do Ofício nº 114/2026-MCZ, endereçado ao presidente da Corte, ministro Nunes Marques, para conhecimento e providências que julgar cabíveis.
- Supremo Tribunal Federal (STF): Por meio do Ofício nº 115/2026-MCZ, enviado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, para conhecimento e providências cabíveis.
Defesa de Dallagnol justifica apresentação de documentos
A defesa de Deltan Dallagnol (Novo), candidato ao Senado pelo Paraná, afirma que apresentou à Justiça Eleitoral cópias de procedimentos do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) especificamente para responder às impugnações de sua candidatura.
Segundo ela, os dados fiscais e bancários do ministro estavam incluídos como parte de uma reclamação disciplinar de milhares de páginas proposta pelo próprio Cristiano Zanin (quando ainda atuava como advogado) contra Deltan e outros procuradores. A defesa ressaltou que as cópias foram apresentadas de forma integral e transparente pelos advogados para não omitir nenhuma informação que pudesse ser relevante para a avaliação do caso.
