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“Autonomia no voto”: debate da Band teve Libras e audiodescrição

Recursos de acessibilidade ampliaram o acesso às propostas dos candidatos ao Senado no Paraná

4 min

11/09/2026 17:45 • Atualizado há 12 dias

“Autonomia no voto”: debate da Band teve Libras e audiodescrição

O debate da Band entre os candidatos ao Senado pelo Paraná repercutiu pelos confrontos, propostas e discussões políticas, mas também deixou uma marca importante fora da disputa entre os participantes: o acesso à informação para pessoas surdas e com deficiência visual.

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A transmissão contou com interpretação em Libras e audiodescrição, recursos que permitiram que mais eleitores acompanhassem o conteúdo apresentado pelos candidatos e formassem suas próprias opiniões.

Depois do debate, integrantes da comunidade surda procuraram a equipe responsável pela interpretação em Libras para relatar a importância de acompanhar diretamente as propostas.

Segundo Ligia Klein, tradutora e intérprete de Libras e coordenadora de Projetos da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos no Paraná (Feneis-PR), um dos principais retornos foi justamente sobre a autonomia na hora de escolher o voto.

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“Alguns surdos me procuraram e disseram que foi muito bom ter acesso às informações dos candidatos ao Senado e que isso, para eles, é importante, pois assim têm autonomia na hora do voto e conseguem fazer suas escolhas sem depender da opinião de outros”, relatou.

Libras amplia acesso às propostas

A interpretação em Libras acompanhou o debate para garantir que pessoas surdas tivessem acesso às perguntas, respostas e discussões apresentadas durante a transmissão.

Para Ligia, o trabalho está diretamente ligado ao exercício da cidadania.

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“É uma honra fazer parte deste importante processo de cidadania em parceria com a TV Band Paraná. Desde o início, toda a equipe tem demonstrado compromisso, atenção e sensibilidade com a acessibilidade linguística, oferecendo o suporte necessário e acolhendo cuidadosamente nossas sugestões para que a comunidade surda tenha seu direito à informação plenamente assegurado”, afirmou.

Ela também destaca que o acesso direto ao conteúdo político permite uma participação mais independente no processo eleitoral.

“Garantir que pessoas surdas possam conhecer e analisar as propostas dos candidatos de forma acessível é também fortalecer o exercício consciente e autônomo do direito ao voto.”

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Voluntária da Feneis-PR, Ligia considera que ainda existem desafios importantes pela frente.

“A acessibilidade não é apenas uma ferramenta de comunicação. É um compromisso com a cidadania, com a democracia e com o direito de cada pessoa participar plenamente da sociedade”, completou.

Audiodescrição permite acompanhar além das falas

A transmissão também contou com audiodescrição, recurso que transforma informações visuais relevantes em conteúdo falado para pessoas com deficiência visual.

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Durante um debate, isso inclui elementos que vão além do que os candidatos dizem: expressões, reações, movimentações e outros acontecimentos visuais que ajudam o público a compreender o ambiente da transmissão.

Para Raquel Carissimi, audiodescritora e produtora de acessibilidade, a presença do recurso em uma cobertura política está diretamente relacionada ao direito à informação.

“A presença da audiodescrição em um debate político representa muito mais do que a oferta de um recurso de acessibilidade: representa o direito à informação, à participação política e ao pleno exercício da cidadania”, afirmou.

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Raquel também destacou o trabalho realizado durante a transmissão ao vivo.

“Garantir que pessoas com deficiência visual tenham acesso às falas, expressões, reações e acontecimentos que compõem o debate é permitir que acompanhem, interpretem e formem suas próprias opiniões com autonomia.”

Segundo ela, a acessibilidade precisa ser entendida como parte da própria qualidade da comunicação.

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“Quando uma emissora compreende a acessibilidade como parte da qualidade da comunicação, ela não apenas transmite um debate: amplia o espaço democrático e reafirma que informação é um direito de todos.”

Experiência de mais de uma década com acessibilidade

Raquel Carissimi atua há mais de dez anos na área de audiodescrição e produção de acessibilidade.

Fundadora da RC Audiodescrição e Acessibilidade, desenvolve e coordena projetos de acessibilidade comunicacional em produções culturais, audiovisuais, eventos e comunicação institucional.

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Informação para formar a própria opinião

A presença simultânea de Libras e audiodescrição ampliou as possibilidades de acompanhamento do debate ao Senado no Paraná.

Mais do que disponibilizar recursos técnicos, o objetivo é permitir que o público tenha acesso ao mesmo conteúdo político e possa conhecer propostas, interpretar o debate e tomar suas próprias decisões.

No processo eleitoral, acessibilidade também significa isso: garantir condições para que mais pessoas exerçam o direito à informação e ao voto com autonomia.

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