Band Eleições: analista explica possível decisão de presidente em 1º turno
Embora o cenário de maior probabilidade para a eleição presidencial seja a realização de um segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio
Embora o cenário de maior probabilidade para a eleição presidencial seja a realização de um segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), o pleito pode ser decidido logo na primeira volta. Essa é a análise do cientista político Maurício Moura, do Instituto Ideia, durante participação no programa Band Eleições desta segunda-feira (21).
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Segundo a análise de Moura, a variável matemática mais determinante para antecipar o resultado é o comportamento do "não voto" --soma de votos brancos, nulos e abstenções.
O analista apontou que, se houver um aumento de apenas 4 pontos percentuais no desinteresse do eleitorado, jogando a abstenção para um patamar entre 19% e 23%, a eleição entra num território em que a vitória em primeiro turno se torna muito provável. "Justamente essa apatia é que pode levar ao primeiro turno", ressaltou o especialista.
O caminho para a vitória de Lula no 1º turno
Pelo lado do presidente Lula, o avanço para uma vitória direta no primeiro turno depende de converter a avaliação de governo em votos explícitos. Moura explicou que o petista não possui concorrentes no campo da esquerda e apresenta um percentual de aprovação de gestão superior à sua intenção de voto.
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Se a campanha do PT conseguir encostar esse índice de aprovação na intenção de voto no primeiro turno, o presidente "vai flertar com o primeiro turno", avaliou o cientista político.
Flávio Bolsonaro e o "antipetismo de chegada"
Já em relação à candidatura de Flávio Bolsonaro, a definição do pleito na primeira etapa dependeria da velocidade da migração dos eleitores de centro e centro-direita.
Moura observa que eleitores que apoiam outros nomes da oposição --como Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Augusto Cury-- podem enfrentar dificuldades para manter essas candidaturas firmes. O eventual crescimento de Lula na reta final pode acelerar o receio de uma vitória petista, gerando um "antipetismo de chegada" que concentre antecipadamente esses votos em Flávio.
