Eleições

Band Eleições: 'Lula é maior que a esquerda e o petismo', diz especialista

A competitividade do atual governo deve-se essencialmente à figura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). É o que aponta o cientista político Maurício Moura, do

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22/09/2026 05:00 • Atualizado há 2 dias

A competitividade do atual governo deve-se essencialmente à figura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). É o que aponta o cientista político Maurício Moura, do Instituto Ideia. Convidado do programa Band Eleições desta segunda-feira (21), ele destacou o atual líder do Executivo brasileiro como "maior do que a esquerda e do que o petismo".

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A análise destacou a centralidade do presidente na disputa eleitoral contra Flávio Bolsonaro (PL), no atual cenário de empate técnico nas pesquisas. O debate, que contou também com os jornalistas Fernando Mitre, Eduardo Oinegue e Thaís Dias, analisou pesquisa BTG Nexus, que mostra Lula com 40% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 37%.

A centralidade da figura de Lula

Para Maurício Moura, a força individual de Lula é o principal sustentáculo da competitividade do governo, definindo-o como uma liderança singular com grande apelo no Nordeste.

Então, eu acredito que o Lula é uma figura muito única na democracia mundial, porque, imagina, ele esteve presente em sete eleições, contando essa aqui, que ele vai ficar em primeiro ou em segundo lugar. Isso no mundo democrático é... eu não consegui encontrar um paralelo até agora. --Maurício Moura

Além disso, Moura observou que a esquerda não apresenta candidaturas alternativas, estando o seu eleitorado inteiramente concentrado em Lula, enquanto o centro e a centro-direita dispõem de múltiplas opções nas eleições atuais.

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Flávio Bolsonaro e o voto antipetista

Do lado da oposição, a candidatura de Flávio Bolsonaro consolida-se no cenário de polarização. No entanto, a análise do programa aponta que Flávio não possui a mesma identificação direta nem o carisma do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O fortalecimento de Flávio nas pesquisas decorre, segundo Moura, de um "conformismo" do eleitorado antipetista e opositor ao PT, que passa a aceitá-lo como a alternativa viável para enfrentar o governo.

O que eu vejo acontecer agora --diante desse fortalecimento dele nas pesquisas--, é um certo conformismo de quem não gosta do governo. Então, quem não gosta do governo, reprova o governo, não quer o PT, está se conformando com a alternativa de ter que votar no Flávio. --Maurício Moura