Campanha de Lula deve deixar crise do STF fora da TV e do rádio
Avaliação interna é de que o momento é de deixar o tema esfriar e concentrar o horário eleitoral em propostas

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não deve levar a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) para o centro dos programas de rádio e televisão. A avaliação é de que, neste momento, o melhor caminho é deixar o tema esfriar e evitar que o horário eleitoral seja dominado pelo debate em torno da Corte.
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A orientação também considera o risco de a campanha ficar excessivamente reativa aos acontecimentos políticos, e isso atrelar ainda mais a imagem do presidente aos ministros do STF. A estratégia é não transformar cada novo episódio envolvendo o STF em assunto de campanha, especialmente em um momento em que a equipe de Lula pretende ampliar a discussão sobre as propostas para um eventual novo mandato.
A avaliação é de que o programa de rádio e TV precisa ser mais propositivo. A ideia é usar o espaço para apresentar realizações do governo, defender medidas para a economia e mostrar propostas para áreas que têm impacto direto na vida do eleitor.
Entre os temas que devem ganhar espaço estão renda, emprego, poder de compra e redução do custo de vida. A comunicação da campanha deve buscar uma abordagem mais próxima do cotidiano do eleitor, deixando o embate institucional em segundo plano.
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Isso não significa, porém, que o PT abandonará o debate sobre o STF. O partido deve continuar reagindo politicamente aos acontecimentos e defendendo reformas no Judiciário, principalmente nas redes sociais e por meio de seus principais porta-vozes. No horário eleitoral, entretanto, a aposta é reduzir a exposição da crise e concentrar a mensagem de Lula em propostas, ataques aos adversários e resultados.
