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Candidatos ao Senado de SP discutem STF e corrupção em debate; veja mais

No debate promovido pelo Grupo Bandeirantes nesta quarta-feira (9), os candidatos ao Senado por São Paulo nas Eleições 2026 discutiram o papel do Supremo

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10/09/2026 18:00 • Atualizado há 13 dias

Candidatos ao Senado de SP discutem STF e corrupção em debate; veja mais

No debate promovido pelo Grupo Bandeirantes nesta quarta-feira (9), os candidatos ao Senado por São Paulo nas Eleições 2026 discutiram o papel do Supremo Tribunal Federal (STF), os limites entre os Poderes e propostas para o combate à corrupção.

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Ao longo dos blocos, os postulantes convidados para o debate apresentaram ideias para ampliar a transparência das decisões judiciais, criar mecanismos de controle sobre a atuação dos ministros do STF e endurecer o enfrentamento a esquemas de corrupção em diferentes esferas do Estado.

As propostas evidenciam visões distintas sobre até onde o Legislativo deve avançar para fixar limites institucionais ao Judiciário sem comprometer a harmonia entre os Poderes e o equilíbrio previsto na Constituição.

André do Prado defende punição a ministros do STF

Questionado sobre a crise institucional e o papel fiscalizador do Senado, André do Prado (PL) afirmou que a Casa precisa atuar com mais firmeza para instaurar processos de impeachment e punir ministros do STF em casos de crimes de responsabilidade ou descumprimento de suas atribuições constitucionais.

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O candidato criticou a proliferação de decisões monocráticas que, na visão dele, interferem nas prerrogativas do Congresso e do Executivo. Ele citou como exemplo a suspensão individual da aplicação de regras de dosimetria penal aprovadas pelo Parlamento.

Para André do Prado, a harmonia republicana exige estabelecer limites claros às decisões individuais no Judiciário, de modo que medidas de grande impacto institucional sejam submetidas com rapidez ao colegiado do Supremo.

Tebet propõe mandatos para o STF e cita Caso Master

Ao tratar dos escândalos de corrupção, Simone Tebet (PSB) mencionou as investigações envolvendo o Banco Master e destacou que não há, até o momento, lideranças femininas ou mulheres com cargos políticos entre os investigados.

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A candidata defendeu uma apuração rigorosa, 'doa quem doer', afirmando que possíveis abusos de poder devem ser investigados sem distinção de nomes, funções ou alinhamentos partidários.

Para reestruturar a Suprema Corte, Simone Tebet propôs mudanças estruturais:

  1. Reforma que acabe com a vitaliciedade dos cargos (permanência no cargo até a aposentadoria compulsória);
  2. Mandatos de tempo determinado (ela sugeriu limite de 12 anos);
  3. Regra para que decisões individuais de magistrados sejam submetidas em poucos dias à avaliação do plenário.

Soninha defende compliance e fim da vitaliciedade

Soninha Francine (Cidadania) também defendeu mudanças no modelo de composição do STF, apoiando o fim da vitaliciedade e a adoção de mandatos com prazo definido para os ministros.

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A candidata afirmou que as indicações para o tribunal devem priorizar magistrados de carreira oriundos das cortes superiores, com trajetória consolidada e experiência na Justiça.

Além disso, Soninha enfatizou a necessidade de implementar diretrizes estritas de compliance ético contra desvios de conduta e conflitos de interesse, com regras transparentes que proíbam a aceitação de presentes, o uso de jatinhos privados e relações consideradas inadequadas com partes interessadas em processos.

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