Eleições

Coligação de Lula aciona TSE contra estrutura que amplia campanha de Flávio

Campanha aponta 1,8 mil posts em coautoria no Instagram para ampliar alcance de Flávio sem identificação ou registro

2 min

20/09/2026 17:08 • Atualizado há 3 dias

Coligação de Lula aciona TSE contra estrutura que amplia campanha de Flávio

A coligação 'Brasil Pronto pra Mais', que apoia a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência, protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma ação de investigação judicial eleitoral contra Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar, candidatos a presidente e vice pelo PL, e contra o deputado Mario Frias (PL-SP), por suposto uso indevido dos meios de comunicação social e abuso de poder econômico e político.

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O pedido formal, apresentado em Brasília, mira uma estrutura digital que, segundo a coligação, amplia a campanha de Flávio Bolsonaro por meio de publicações em coautoria no Instagram, sem a transparência exigida pela legislação eleitoral para impulsionamento de conteúdo.

Rede de collabs mapeada no Instagram

A ação se baseia em um levantamento da equipe de monitoramento de redes da campanha de Lula. De acordo com o documento, o grupo identificou 1.826 publicações em coautoria (collabs) no Instagram, distribuídas entre 492 perfis, sendo 1.334 dessas postagens concentradas em apenas dez dias.

Conforme descreve a petição, a maioria das publicações repete os mesmos conjuntos de coautores, o que indicaria uma atuação coordenada. Para a coligação, o uso dessa ferramenta reproduz o efeito do impulsionamento pago, ao multiplicar o alcance de uma mesma mensagem em diversos perfis, mas sem contratação formal, sem identificação clara do responsável e sem registro contábil como gasto de campanha.

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Acusações de abuso de poder e desinformação

Na visão da coligação 'Brasil Pronto pra Mais', essa rede de collabs configuraria abuso de poder econômico e político, ao permitir que a candidatura de Flávio Bolsonaro alcance públicos mais amplos por meio de uma estrutura organizada, sem se submeter às regras de propaganda eleitoral remunerada.

O texto protocolado no TSE afirma ainda que parte desse conteúdo veiculado em coautoria inclui desinformação e peças produzidas com uso de inteligência artificial, sem qualquer identificação de que se trata de material sintético. Segundo a campanha de Lula, essa prática pode confundir o eleitor e desequilibrar a disputa.

O que pode acontecer no TSE

A ação de investigação judicial eleitoral (AIJE) é o instrumento usado para apurar suspeitas de abuso de poder nas eleições. Pela legislação, caso o TSE reconheça irregularidades, o processo pode levar à cassação de registro ou diploma e à declaração de inelegibilidade dos envolvidos.

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O tribunal ainda vai analisar se admite a ação e, em seguida, deve intimar os citados para apresentar defesa. Até o momento, não há decisão sobre o pedido da coligação. Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar, Mario Frias e o PL são alvos da ação e, caso queiram, poderão contestar as acusações no curso do processo.

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