Eleições

Datafolha: Flávio e Lula seguem com maiores rejeições e com empate técnico

Pesquisa indica cenário de pleito marcado por veto aos principais nomes e disputa apertada pelo eleitor indeciso

2 min

03/09/2026 19:45 • Atualizado há 20 dias

Datafolha: Flávio e Lula seguem com maiores rejeições e com empate técnico

Levantamento do instituto Datafolha feito na terça (1º) e na quarta-feira (2) mostra que 47% dos eleitores dizem não votar de jeito nenhum em Flávio Bolsonaro (PL), enquanto 45% rejeitam Lula (PT), líderes nas intenções de voto para a Presidência e também na taxa de veto.

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Entre os demais nomes testados, Romeu Zema (Novo) tem rejeição de 16%, Renan Santos (Missão) registra 15% e Ronaldo Caiado (PSD), 13%. Augusto Cury (Avante), Samara Martins (UP) e Rui Costa Pimenta (PCO) aparecem com 9% cada; Edmilson Costa (PCB) e Clariana Barão (DC) somam 8%, Hertz Dias (PSTU) tem 7% e Wilson Grassi (Democrata), 6%.

Segundo o Datafolha, 1% dos entrevistados declara rejeitar todos os candidatos e 1% afirma não rejeitar nenhum; 3% dizem não saber em quem não votariam. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O instituto ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais em 125 municípios. A pesquisa, encomendada pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo, está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03669/2026.

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Pleito marcado pela rejeição

Os dados reforçam, na avaliação de profissionais de marketing político, a leitura de que a eleição deste ano se organiza em torno da rejeição aos principais nomes, o que estreita a disputa pelos indecisos entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Para esses especialistas, taxas acima de 40% tendem a ser decisivas contra um candidato, especialmente em cenários de segundo turno diante de adversários menos rejeitados.

A nova rodada praticamente repete números de duas semanas atrás, quando o Datafolha mediu rejeição de 46% a Flávio e de 45% a Lula. Desde que Jair Bolsonaro, preso, lançou o filho como postulante, a distância entre os dois permanece pequena tanto na intenção de voto como na recusa do eleitor.

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Cury cresce nas redes e enfrenta limite de exposição

Augusto Cury tinha rejeição de 8% em agosto e era pouco conhecido. Sua campanha passou a investir na divulgação nas redes sociais, o que aumentou em cerca de 2,5 milhões o número de seguidores no Instagram.

Apesar disso, o candidato do Avante dispõe de apenas 35 segundos por bloco no horário eleitoral gratuito na TV. A equipe afirma que o impulsionamento por influenciadores não envolve pagamento nem uso de robôs, como suspeitam adversários.

Se Lula e Flávio confirmarem a ida ao segundo turno, o virtual empate na rejeição tende a tornar decisiva a conquista do chamado eleitor pendular.

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