Datafolha: Lula tem 38% contra 33% de Flávio no 1º turno; Cury chega a 8%
Nova pesquisa Datafolha, contratada pela TV Globo e pela Folha, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a disputa pela Presidência com

Nova pesquisa Datafolha, contratada pela TV Globo e pela Folha, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a disputa pela Presidência com 38% das intenções de voto no primeiro turno, à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL), que tem 33%, em cenário sem Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível. O levantamento, realizado na terça-feira (1º) e na quarta-feira (2) com 2.002 eleitores em 125 municípios, também registra a subida de Augusto Cury (Avante) para 8%.
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Ascensão de Cury e desempenho dos demais pré-candidatos
Além de Lula, Flávio e Cury, o governador Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 4%, Renan Santos (Missão) tem 3%, Romeu Zema (Novo) registra 2%, e Samara (UP) e Edmilson Costa (PCB) somam 1% cada; os demais pré-candidatos não pontuam, dentro de margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o código BR-03669/2026.
Em relação ao levantamento anterior, feito há duas semanas, Lula oscilou de 39% para 38% e Flávio manteve 33%. Caiado caiu de 5% para 4%, Renan recuou de 4% para 3% e Zema passou de 3% para 2%, enquanto Cury saltou de 2% para 8%, confirmando a trajetória de crescimento apontada por outras sondagens.
Empate técnico entre Lula e Flávio no segundo turno
Na simulação de segundo turno, o Datafolha registra 46% das intenções de voto para Lula e 44% para Flávio Bolsonaro, diferença que caracteriza empate técnico pela margem de erro. No levantamento anterior, o presidente tinha 47% e o senador, 43%.
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O instituto também testou confrontos de Lula com outros adversários na rodada passada: o petista vencia Ronaldo Caiado por 47% a 40%, Romeu Zema por 48% a 38% e Renan Santos por 47% a 37%. A pesquisa atual não simulou cenários de segunda volta envolvendo Augusto Cury.
Horário eleitoral, debate na Band e crise no STF movimentam campanha
Esta é a primeira pesquisa Datafolha após o início do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV. No período, houve o primeiro debate televisivo da campanha, realizado pela TV Band, marcado por esvaziamento de candidaturas, e sabatinas de presidenciáveis na TV Globo, o que ampliou a exposição dos principais nomes ao eleitorado.
Os entrevistadores também foram a campo em meio à crise que atinge o Supremo Tribunal Federal, após a divulgação de mensagens entre o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ministro Alexandre de Moraes. O levantamento já estava em andamento quando o caso veio à tona, o que limita a leitura de eventual impacto sobre as intenções de voto.
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Cury cresce impulsionado por redes sociais e mira espaço na TV
Antes do episódio envolvendo o STF, pesquisas de outros institutos já indicavam a subida de Augusto Cury, que dispõe de apenas 35 segundos na propaganda eleitoral de rádio e TV. O escritor atribui o avanço à intensidade de sua presença nas redes sociais, onde ganhou cerca de 2,5 milhões de seguidores no Instagram em duas semanas a partir de 16 de agosto.
Segundo o próprio Cury, o movimento é espontâneo. Rivais desconfiam de algum mecanismo de impulsionamento com robôs ou compra de apoio, hipótese que ele nega. Seja qual for a origem, o desempenho do candidato do Avante deu nova dinâmica ao primeiro turno, ao reduzir a distância para os líderes e ampliar o leque de opções para eleitores insatisfeitos com a polarização.
Lula aposta em pauta trabalhista como trunfo final
Entre as duas pesquisas, Lula articulou no Senado avanço de uma de suas principais bandeiras na campanha, o projeto que extingue a escala 6x1 de trabalho. A proposta foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça na quarta-feira (2) e seguirá para votação no plenário.
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Na visão de aliados do presidente, a mudança nas regras trabalhistas pode reforçar o discurso de melhoria das condições de vida da população e funcionar como argumento adicional na reta final da campanha. Conforme registra o Datafolha, contudo, a disputa permanece apertada e sujeita a novos movimentos até o dia da eleição.
