Datafolha: Paes tem 43% no RJ contra 25% de Ruas; Benedita lidera ao Senado
Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11) mostra que o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) segue na liderança da disputa pelo governo do Rio de Janeiro,

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11) mostra que o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) segue na liderança da disputa pelo governo do Rio de Janeiro, à frente de Douglas Ruas (PL), em todos os cenários testados no levantamento realizado entre os dias 8 e 10 de setembro.
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Primeiro turno na pesquisa estimulada
Na pesquisa estimulada, em que o instituto apresenta aos entrevistados a lista de candidatos, Paes amplia a vantagem sobre os concorrentes em relação ao levantamento de 21 de agosto.
- Eduardo Paes (PSD): 43% (eram 41%)
- Douglas Ruas (PL): 25% (eram 19%)
- Anthony Garotinho (Republicanos): 10% (eram 9%)
- Coronel Busnello (Missão): 2% (era 2%)
- William Siri (PSOL): 2% (eram 2%)
- André Marinho (Novo): 2% (era 2%)
- Cyro Garcia (PSTU): 1% (era 2%)
- Juliete (UP): 1% (era 2%)
- Luan Monteiro (PCO): 1% (era 1%)
- Indecisos: 3% (eram 4%)
- Branco/nulo/não vai votar: 9% (eram 16%)
Com esses números, Paes aparece 18 pontos à frente de Ruas na intenção de voto estimulada, enquanto o grupo de indecisos e de quem pretende invalidar o voto diminui em relação à pesquisa anterior.
Cenário de votos válidos
O Datafolha também calculou os votos válidos, excluindo brancos, nulos e indecisos, simulando a forma como a Justiça Eleitoral contabiliza o resultado oficial.
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- Eduardo Paes (PSD): 49%
- Douglas Ruas (PL): 28%
- Anthony Garotinho (Republicanos): 11%
- Coronel Busnello (Missão): 3%
- William Siri (PSOL): 3%
- André Marinho (Novo): 2%
- Cyro Garcia (PSTU): 2%
- Juliete (UP): 2%
- Luan Monteiro (PCO): 1%
Nesse recorte, Paes tem 21 pontos percentuais de vantagem sobre Ruas, enquanto os demais candidatos somam percentuais abaixo de dois dígitos.
Pesquisa espontânea para o primeiro turno
Na pesquisa espontânea, quando o entrevistador não apresenta nomes e o eleitor responde livremente, o percentual de indecisos continua alto, mas recua em relação ao levantamento anterior.
- Eduardo Paes (PSD): 29% (eram 21%)
- Douglas Ruas (PL): 13% (eram 8%)
- Anthony Garotinho (Republicanos): 4% (eram 3%)
- William Siri (PSOL): 1% (era 1%)
- Outras respostas: 6% (eram 5%)
- Indecisos: 40% (eram 52%)
- Branco/nulo/nenhum: 7% (eram 11%)
Segundo o instituto, a queda de 12 pontos no grupo dos indecisos indica maior definição de voto, com crescimento das principais candidaturas, especialmente de Paes e Ruas.
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Disputa ao Senado
No cenário estimulado da disputa pelas duas vagas ao Senado no Rio, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores, Benedita da Silva (PT) tem 18% das intenções de voto, enquanto Carlos Jordy (PL) e Carlos Portinho (PL) aparecem empatados com 10% cada.
Disputa pelas duas cadeiras fica concentrada em seis nomes
Na mesma simulação, Pedro Paulo (PSD) tem 7%, Marcelo Crivella (Republicanos) soma 7% e Monica Benicio (PSOL) registra 6%. Waguinho (Republicanos) aparece com 3%, Marcos Dias (Pode) tem 2%, e outros postulantes variam entre 1% e 0%. Brancos e nulos chegam a 18%, e 13% dos entrevistados dizem não saber em quem votar.
Esse quadro considera conjuntamente as respostas para a primeira e a segunda vagas, mantendo a proporção entre os candidatos e os eleitores que pretendem votar em branco, anular ou ainda não definiram o voto.
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Primeira vaga concentra preferência em Benedita
Quando o Datafolha pergunta especificamente em quem o eleitor pretende votar para a primeira vaga ao Senado, Benedita da Silva amplia a vantagem e atinge 30% das menções, seis pontos acima do levantamento anterior. Carlos Jordy aparece com 12%, Carlos Portinho tem 9%, Marcelo Crivella soma 8% e Pedro Paulo registra 6%.
Nessa primeira escolha, Waguinho e Monica Benicio aparecem com 3% cada. A soma de brancos e nulos é de 15%, e 9% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar para a primeira vaga.
Segunda vaga tem cenário mais fragmentado
Para a segunda vaga ao Senado, os votos ficam mais pulverizados. Carlos Portinho lidera com 11%, seguido por Pedro Paulo, Carlos Jordy e Monica Benicio, todos com 9%. Benedita da Silva aparece com 8% nessa segunda indicação de voto.
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Marcelo Crivella tem 5%, enquanto demais candidatos aparecem com até 3%. Entre os que são citados, destacam-se Marcos Dias com 3% e nomes como Comandante Ribeiro Afonso, Luciano Mattos, Paula Falcão e Helio Secco, que variam entre 1% e 2%. Brancos e nulos somam 21%, e os indecisos chegam a 16%.
Espontânea ainda registra maioria sem candidato
Na pesquisa espontânea, em que o instituto não apresenta a lista de candidatos, 62% dos entrevistados não mencionam nenhum nome para o Senado. No levantamento anterior, o percentual era de 77%. Benedita da Silva aparece com 9%, ante 3% em agosto, enquanto Pedro Paulo, Carlos Jordy e Carlos Portinho têm 3% cada.
Marcelo Crivella registra 2% e Monica Benicio é citada por 1% dos eleitores. Outras respostas somam 8%, votos em branco ou nulos chegam a 10% e os que não sabem em quem votar continuam em patamar elevado.
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Metodologia do levantamento
A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. O Datafolha entrevistou 1.204 pessoas em todo o estado do Rio de Janeiro entre os dias 8 e 10 de setembro.
A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RJ-09217/2026.
Como funciona uma pesquisa eleitoral
As sondagens de intenção de voto seguem critérios estatísticos para representar a composição do eleitorado nacional por renda, escolaridade, idade e região. Entender a metodologia, as amostras e o financiamento dos levantamentos é essencial para acompanhar o cenário político, sendo possível verificar como funcionam as pesquisas eleitorais e quem paga por elas.
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Como identificar pesquisas falsas
Com a proximidade do pleito, a circulação de levantamentos não registrados ou adulterados tende a aumentar nas redes sociais. Para evitar desinformação, é fundamental consultar o registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e saber como identificar pesquisas eleitorais falsas antes de compartilhar dados sobre a disputa.
