Derrite, Tebet e Marina discutem maioridade penal em debate; veja como foi
A revisão da legislação penal e os caminhos para o combate à criminalidade em São Paulo motivaram debates entre os candidatos ao Senado Federal por São Paulo

A revisão da legislação penal e os caminhos para o combate à criminalidade em São Paulo motivaram debates entre os candidatos ao Senado Federal por São Paulo na noite desta quarta-feira (9).
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O tema da segurança pública e da redução da maioridade penal dominou os confrontos diretos do debate das Eleições 2026 promovido pelo Grupo Bandeirantes. Durante a transmissão, as propostas dos postulantes expuseram divergências ideológicas, colocando em contraste modelos baseados no endurecimento das punições criminais e na linha dura policial com estratégias focadas na prevenção social e em investimentos na educação.
Derrite cita estatísticas de crimes com jovens
O candidato Guilherme Derrite (PP) posicionou-se a favor da redução da idade penal no país, classificando a medida como uma prioridade legislativa para o combate à impunidade. Durante as trocas de argumentos, o ex-secretário apontou estatísticas de ocorrências violentas cometidas por adolescentes de 16 e 17 anos em território nacional, citando registros de homicídios, latrocínios e estupros.
Derrite criticou o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) por prever um teto de três anos de internação e defendeu que jovens aptos a votar aos 16 anos também devem responder criminalmente por atos ilícitos graves.
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Ao sustentar a necessidade de resgatar territórios sob influência de facções e endurecer o cumprimento das penas, o postulante defendeu uma atuação firme das forças de segurança na contenção da delinquência juvenil.
Tebet defende redução de maioridade para crimes graves
A candidata Simone Tebet (PSB) delimitou sua proposta para a maioridade penal, declarando-se favorável à redução para 16 anos exclusivamente em casos de crimes graves e hediondos. Durante o programa, Tebet esclareceu ser contrária à redução para faixas etárias inferiores, como 12 ou 14 anos, mas defendeu que o Senado aprove a punição penal de jovens de 16 anos em episódios de latrocínio, homicídio doloso reincidente e estupro.
A ex-ministra argumentou que o direito facultativo ao voto aos 16 anos traz acompanhado o dever de corresponsabilidade perante a lei penal. Além da pauta etária, Tebet defendeu a revisão do Projeto de Lei Antifacção com o objetivo de criar instrumentos legais mais rígidos para asfixiar financeiramente o crime organizado e punir quem fornece armas a grupos criminosos.
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Marina rejeita redução e defende foco na educação
Em contraponto direto às propostas de punição severa, Marina Silva (Rede) posicionou-se contrária à alteração da maioridade penal no país. Argumentando a partir de sua experiência e trajetória como educadora, a candidata sustentou que o Estado não deve tratar adolescentes como criminosos nem optar pelo encarceramento precoce como solução para a violência urbana.
Marina defendeu que o combate à criminalidade juvenil exige a ampliação da rede de proteção social, o fortalecimento das instituições de ensino e políticas públicas preventivas capazes de afastar os jovens do aliciamento pelo crime.
