Eleições 2026: conheça as propostas e o perfil de Rui Costa Pimenta (PCO)
Aos 69 anos, o jornalista paulistano Rui Costa Pimenta, fundador e presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO), disputa a Presidência da República

Aos 69 anos, o jornalista paulistano Rui Costa Pimenta, fundador e presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO), disputa a Presidência da República nas Eleições de 2026 em chapa com o bancário e militante Antônio Carlos, apresentando um programa de inspiração marxista centrado em soberania nacional, reforma agrária e estatização do sistema financeiro.
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Formado em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, Rui iniciou sua atuação política no movimento estudantil e sindical na década de 1970. Em 1980, integrou o grupo que fundou o Partido dos Trabalhadores (PT), do qual se desligou no início dos anos 1990.
Em 1995, participou da criação do PCO, sigla da qual é presidente nacional desde a fundação. A disputa de 2026 marca sua quinta candidatura presidencial, após campanhas em 2002, 2006, 2010 e 2014.
Soberania nacional e anti-imperialismo
Na área de política externa e defesa, o programa eleitoral do PCO é orientado por princípios marxistas e comunistas e propõe a soberania nacional plena e uma postura de oposição severa ao imperialismo econômico.
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O texto entregue ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) defende o combate à ingerência estrangeira sobre o território brasileiro, em especial na Amazônia, e rejeita iniciativas de internacionalização da região por potências capitalistas.
Segundo o plano de governo, a exploração das riquezas naturais deve ocorrer sob controle de organizações operárias e indígenas, com o próprio país responsável por defender e desenvolver seu território.
A chapa se posiciona contra a atuação dos Estados Unidos e da Organização dos Estados Americanos (OEA) na América Latina e afirma apoiar povos e países que, na visão do PCO, resistem às investidas imperialistas.
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Em documentos oficiais, o partido registra apoio a Cuba, Nicarágua, Venezuela, Palestina, Rússia e Irã e afirma “defender os povos que se levantam de armas nas mãos contra as investidas imperialistas”, em referência a conflitos e movimentos de resistência em diferentes regiões.
Fim do latifúndio e reforma agrária
No setor agrário, o plano da candidatura prega o fim definitivo dos latifúndios e a demarcação das terras dos povos originários.
Para Rui Costa Pimenta, a grande propriedade rural concentra recursos e gera violência, o que justificaria a expropriação de terras improdutivas sem indenização e sua ocupação ativa pelo campesinato.
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O programa propõe o assentamento imediato de milhões de trabalhadores sem-terra acampados pelo país, com prioridade para áreas hoje ocupadas por grandes fazendas.
Defende também a demarcação de terras indígenas e a expulsão de invasores e latifundiários dessas regiões para garantir o uso das áreas por comunidades tradicionais.
As diretrizes agrárias incluem ainda a garantia do direito de autodefesa e do armamento de trabalhadores do campo e de povos indígenas, medida que, segundo a legenda, serviria para proteger comunidades e acampamentos contra ações de grileiros e grupos armados privados.
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Nacionalização e estatização de bancos
Na economia e nas finanças, a chapa propõe romper com a influência de grandes grupos financeiros.
O plano prevê o fim da independência do Banco Central, com a política monetária sob controle direto do Estado, e a estatização completa do sistema financeiro, concentrando todos os recursos em um banco estatal único sob controle dos trabalhadores.
O documento defende o cancelamento das dívidas externa e interna do país junto a bancos e grandes credores privados. As propostas incluem a nacionalização de todas as reservas minerais e refinarias e a reestatização, sem indenização, de empresas privatizadas, citando setores como telefonia, energia elétrica, além da Vale e da Petrobras.
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Na área tributária, o programa sugere substituir impostos sobre o consumo por tributação focada em ganhos capitalistas e grandes fortunas, com o objetivo de reduzir a carga sobre a população de baixa renda e concentrar a arrecadação nos segmentos de maior patrimônio.
Bens declarados
De acordo com o registro de candidatura homologado junto à Justiça Eleitoral para o pleito de 2026, Rui Costa Pimenta declarou não possuir nenhum bem ou patrimônio pessoal ativo em seu nome. A declaração financeira entregue ao TSE consta sem imóveis, veículos, aplicações ou outros bens listados.
