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Flávio visita ex-assessor de Bolsonaro preso no PR e chama 8/1 de 'farsa'

Candidato à presidência pelo PL visitou Filipe Martins, que está em prisão em Ponta Grossa, e voltou a criticar Moraes

3 min

05/09/2026 16:11 • Atualizado há 19 dias

Flávio visita ex-assessor de Bolsonaro preso no PR e chama 8/1 de 'farsa'

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) visitou, neste sábado (5), Filipe Martins, ex-assessor especial do governo Jair Bolsonaro (PL), que está preso na Cadeia Pública de Ponta Grossa, no Paraná, por tentativa de golpe de Estado.

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Após o encontro, Flávio Bolsonaro conversou com jornalistas e saiu em defesa de Martins. O senador chamou o ex-assessor de “injustiçado” e “perseguido” e também criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) pelas condenações pelo 8 de Janeiro.

“Mais um injustiçado, mais um perseguido, mais uma vítima dessa grande farsa do 8 de Janeiro. A cada dia que passa, todos percebem a metodologia adotada por Alexandre de Moraes para atacar determinado grupo político próximo ao presidente Bolsonaro. Então, aqui, mais uma vez, dar um abraço no amigo, muito preparado, uma pessoa muito importante para nós, que não fez nada de errado. Ele está preso aqui acusado de ter feito uma minuta que nunca existiu, que ninguém nunca viu, ou seja, de ter editado um documento apócrifo”, disse Flávio Bolsonaro aos jornalistas em Ponta Grossa.

A visita aconteceu após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Filipe Martins cumpre pena no Paraná

Filipe Martins foi assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência durante o governo de Jair Bolsonaro.

Ele foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal a 21 anos de prisão no julgamento do chamado Núcleo 2 da tentativa de golpe de Estado.

Segundo o STF, Martins teve participação em atos relacionados à elaboração e à difusão da chamada “minuta do golpe” e em ações posteriores ligadas à tentativa de ruptura institucional.

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A defesa de Filipe Martins nega que ele tenha participado da elaboração do documento.

A condenação inclui os crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Prisão preventiva e cumprimento da pena

Em 2 de janeiro de 2026, Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva de Martins ao entender que ele descumpriu medidas cautelares impostas pelo STF, entre elas a proibição de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente.

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Na ocasião, Martins estava em prisão domiciliar. Em abril do mesmo ano, Moraes declarou o trânsito em julgado da ação penal e determinou o início do cumprimento definitivo da pena, mantendo o ex-assessor preso para cumprir a condenação de 21 anos.

Caso do registro migratório nos EUA

A primeira prisão preventiva de Filipe Martins ocorreu em fevereiro de 2024, durante as investigações sobre a tentativa de golpe de Estado. Um dos elementos considerados à época foi a suspeita de que ele tivesse entrado nos Estados Unidos em 30 de dezembro de 2022, quando Jair Bolsonaro viajou para a Flórida.

O caso ganhou novo capítulo em agosto de 2026, em uma audiência na Justiça dos Estados Unidos. O juiz federal Gregory A. Presnell afirmou que o registro migratório atribuído a Martins era falso e, segundo a transcrição da audiência, o próprio governo americano reconheceu a falsidade da informação.

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A manifestação do juiz não identificou quem inseriu o dado no sistema nem concluiu que houve ação deliberada para prejudicar Martins. A origem do registro continuou sob apuração pelas autoridades.

Esse episódio está relacionado à prisão preventiva decretada em 2024 e não à condenação de 21 anos que Martins cumpre atualmente por determinação do STF.

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