Gleisi e Cristina divergem sobre feminicídio em debate da Band no Paraná
Candidatas trocaram críticas sobre políticas para mulheres, números da violência e atuação dos governos

O enfrentamento à violência contra a mulher colocou Gleisi Hoffmann, do PT, e Cristina Graeml, do PSD, frente a frente durante o debate da Band entre os candidatos ao Senado pelo Paraná nesta quarta-feira (9).
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Gleisi abriu o confronto perguntando quais propostas Cristina apresentaria para combater a violência doméstica e o feminicídio.
“Nós somos duas mulheres aqui nessa bateria de debates. E a gente sabe a importância que têm políticas públicas para as mulheres”, afirmou Gleisi.
A candidata também citou o aumento dos casos de violência contra mulheres e questionou Cristina sobre medidas específicas para enfrentar o problema.
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Cristina cita ações do governo Ratinho Junior
Na resposta, Cristina afirmou que o Paraná tem adotado medidas para reduzir crimes graves e destacou investimentos do governo estadual em segurança pública e políticas destinadas às mulheres.
Segundo a candidata, treinamento e equipamentos para policiais, além de programas de apoio às vítimas, fazem parte das ações desenvolvidas no Estado.
Cristina citou ainda a criação da Secretaria da Mulher e afirmou que políticas estaduais têm ajudado mulheres a romper o ciclo da violência.
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Ela também defendeu propostas como castração química para estupradores e pedófilos, redução da maioridade penal e equiparação de facções criminosas a organizações terroristas.
“Eu sou a única mulher de direita raiz na disputa para o Senado, que defendo a vida desde a concepção, a família, obviamente as mulheres”, afirmou.
Gleisi contesta números apresentados por Cristina
Na réplica, Gleisi discordou da avaliação feita pela adversária sobre a situação do feminicídio no Paraná.
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A candidata do PT afirmou que o governo federal mantém parcerias com o Estado no combate à violência contra a mulher e citou ações nacionais voltadas à prisão de agressores.
“O governo federal, sim, tem parcerias com o governo estadual, inclusive no combate à violência contra a mulher”, afirmou.
Gleisi também contestou a afirmação de Cristina sobre a redução dos feminicídios no Paraná.
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Durante a resposta, a candidata passou a atacar politicamente Jair Bolsonaro e relembrou declarações feitas pelo ex-presidente sobre mulheres.
“Eu não me considero uma fraquejada. Eu não sei se vocês se consideram. São mulheres, são fortes”, declarou.
Cristina volta a defender Bolsonaro e Ratinho Junior
Na tréplica, Cristina voltou a defender Jair Bolsonaro e afirmou que o ex-presidente tentou levá-la para o PL antes da atual candidatura.
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Segundo ela, Bolsonaro teria sugerido que buscasse outra legenda para disputar o Senado.
A candidata também rebateu novamente Gleisi sobre os dados da segurança pública no Paraná.
“O Paraná reduziu o feminicídio. O Paraná vem reduzindo crimes ano após ano nesses oito anos de governo Ratinho”, afirmou Cristina.
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As duas candidatas apresentaram interpretações diferentes sobre os indicadores durante o debate.
Cristina também aproveitou a resposta para reforçar a ligação política com Ratinho Junior e contestar uma crítica feita anteriormente por Filipe Barros sobre sua filiação ao PSD.
“Não fui convidada por Kassab, não conheço Kassab e eu sou candidata do governador Ratinho Junior ao Senado”, declarou.
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Ao final, voltou a defender as propostas apresentadas durante a resposta.
“A mulher de direita é que vai, sim, lutar por castração química para estupradores e pedófilos, redução da maioridade penal e equiparação do Comando Vermelho e PCC a terrorismo”, concluiu.
