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Marina e Soninha discutem eventos climáticos em debate da Band; veja mais

No debate promovido pelo Grupo Bandeirantes na noite desta quarta-feira (9), os candidatos ao Senado por São Paulo nas Eleições 2026 discutiram propostas de

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10/09/2026 16:00 • Atualizado há 13 dias

Marina e Soninha discutem eventos climáticos em debate da Band; veja mais

No debate promovido pelo Grupo Bandeirantes na noite desta quarta-feira (9), os candidatos ao Senado por São Paulo nas Eleições 2026 discutiram propostas de preservação ambiental e estratégias de adaptação às mudanças climáticas em todo o país.

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Ao longo do confronto, Marina Silva (Rede), Soninha Francine (Cidadania), Ricardo Salles (Novo) e Geraldo Rufino (Podemos) apresentaram diagnósticos distintos sobre eventos climáticos extremos, financiamento de políticas verdes e o impacto das regras de licenciamento ambiental sobre o setor produtivo.

Marina alerta para municípios paulistas em risco

A ex-ministra e candidata Marina Silva destacou que 177 municípios paulistas enfrentam riscos recorrentes de temporais, deslizamentos, estiagem e incêndios.

Segundo ela, em escala nacional, 2.095 cidades já aparecem em mapeamentos oficiais de vulnerabilidade ambiental, marcados por ondas de calor, ventos de até 160 km/h e episódios como a tragédia de São Sebastião.

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Marina afirmou que o Fundo Clima recebeu ampliação orçamentária de R$ 400 milhões para R$ 27 bilhões, em parceria com o Ministério da Fazenda, e citou a criação do programa EcoInvest.

A candidata mencionou ainda iniciativas como o Adapta Cidades e o Cidade Verde e Resiliente, em fase piloto em dez municípios paulistas, e relacionou a redução do desmatamento à contenção das emissões de gases de efeito estufa.

Soninha cobra verbas para adaptação em áreas habitacionais

Em resposta, Soninha Francine argumentou que políticas de mitigação de carbono levam anos para produzir resultados mensuráveis e que, por isso, a adaptação urbana imediata deve ser prioridade.

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Na visão da candidata, intervenções em áreas habitacionais de risco altíssimo (R4) e encostas consolidadas exigem remoções complexas e obras estruturais para proteger as famílias.

Soninha criticou diretrizes governamentais que estabelecem metas para 10 ou 20 anos sem garantir execução prática.

Segundo ela, planos de longo prazo dependem de verbas claramente destinadas, cronogramas definidos e atribuição objetiva de responsabilidades, especialmente em programas federais de financiamento verde voltados às periferias.

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Salles e Rufino debatem licenciamento e produtividade

O candidato Ricardo Salles direcionou sua participação ao impacto das regras ambientais no setor produtivo. Ele defendeu a desburocratização e a simplificação do licenciamento ambiental como forma de destravar investimentos, reduzir custos e evitar, em sua avaliação, interferências excessivas do Estado nas atividades econômicas.

Já Geraldo Rufino enfatizou a importância da reciclagem e do apoio às pequenas empresas e trabalhadores da base. Conforme apontou o candidato, estimular o reaproveitamento de materiais e diminuir entraves burocráticos pode, ao mesmo tempo, preservar a natureza e ampliar a geração de emprego e renda.