O que você precisa saber sobre o debate da Band pelo Senado de SP
A BandNews TV promoveu, na noite desta quarta-feira (9), o primeiro debate focado na disputa por duas vagas ao Senado Federal por São Paulo nas Eleições 2026.

A BandNews TV promoveu, na noite desta quarta-feira (9), o primeiro debate focado na disputa por duas vagas ao Senado Federal por São Paulo nas Eleições 2026. Com mediação do jornalista Marco Antonio Sabino e transmissão ao vivo em múltiplas plataformas digitais, o encontro foi estruturado em blocos de tempo autogerenciado no púlpito para estimular o embate direto de ideias e a comparação de propostas.
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Sete candidatos se enfrentam no primeiro teste de fogo de 2026
O debate reuniu sete concorrentes convidados de acordo com critérios de representação política e acordos de cobertura eleitoral: André do Prado (PL), Geraldo Rufino (Podemos), Guilherme Derrite (PP), Marina Silva (Rede), Ricardo Salles (Novo), Simone Tebet (PSB) e Soninha Francine (Cidadania).
A realização do confronto inédito inaugurou a fase decisiva da campanha paulista para o Congresso Nacional, permitindo ao eleitorado observar em primeira mão o alinhamento das candidaturas frente ao cenário político nacional e estadual.
Durante o programa de duas horas, os postulantes traçaram estratégias que variaram entre a defesa de projetos sociais, propostas de desregulamentação econômica, rigor penal e posições firmes sobre o equilíbrio entre os Poderes.
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Os principais embates sobre segurança, economia e Judiciário
A discussão sobre segurança pública e legislação penal expôs divergências profundas entre os participantes. Guilherme Derrite defendeu a linha dura contra a criminalidade e a redução da maioridade penal, apresentando dados sobre centenas de crimes graves cometidos anualmente por jovens de 16 e 17 anos.
Simone Tebet delimitou sua posição favorável à redução para 16 anos exclusivamente em casos hediondos, como latrocínio, estupro e homicídio doloso em reincidência, além de propor a revisão do PL Antifacção para asfixiar o financiamento do crime organizado.
Em contraponto, Marina Silva posicionou-se contrária à alteração da idade penal, argumentando a partir de sua trajetória de educadora que adolescentes devem ser protegidos por investimentos preventivos na educação e na rede social em vez de serem tratados como criminosos. Ricardo Salles defendeu a obrigatoriedade do trabalho para detentos e o fim de benefícios como a visita íntima nos presídios.
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No campo econômico e das relações de trabalho, o fim da escala 6x1 dividiu opiniões. Simone Tebet defendeu a extinção da jornada sem redução salarial, citando estudo do Ipea que aponta impacto inferior a 1% no agronegócio e sugerindo desoneração da folha de pagamentos para pequenos empresários.
Soninha Francine observou que a revisão da jornada torna o trabalho com carteira assinada mais atraente para os jovens, que hoje migram para arranjos autônomos. Já Ricardo Salles posicionou-se contra a intervenção estatal na relação entre patrão e empregado, alertando para riscos de desemprego, inibição de investimentos e agravamento da crise fiscal.
O papel do Poder Judiciário e do Supremo Tribunal Federal (STF) também gerou momentos de tensão. André do Prado cobrou coragem da bancada paulista para investigar e punir ministros do STF em caso de crimes de responsabilidade e criticou decisões monocráticas que paralisam deliberações do Congresso.
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Simone Tebet destacou a ausência de mulheres envolvidas no Caso Master, defendeu apuração rigorosa "doa quem doer" e propôs a fixação de mandatos por tempo determinado para a Suprema Corte. Soninha Francine apoiou o fim da vitaliciedade e sugeriu regras estritas de compliance contra conflitos de interesse na alta administração pública.
Na mesma discussão, Salles acusou Marina e Tebet de serem "forasteiras" sem laços com São Paulo por terem construído carreiras no Acre e no Mato Grosso do Sul. Marina rebateu a classificação apontando machismo nas críticas e lembrou que o próprio governador Tarcísio de Freitas é natural do Rio de Janeiro.
A pauta ambiental e o combate à pobreza fecharam os blocos temáticos. Marina Silva alertou que 177 municípios paulistas enfrentam riscos recorrentes de eventos extremos e destacou aportes do Fundo Clima (R$ 27 bilhões) e o programa Adapta Cidades, enquanto Soninha Francine cobrou recursos práticos para reurbanização e remoção de moradores em áreas habitacionais de risco elevado (R4).
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No enfrentamento à vulnerabilidade social, Geraldo Rufino relembrou sua história vivendo na rua e em favelas para criticar o distanciamento do Legislativo e defender a geração de emprego, renda e parcerias com o setor privado, ao passo que Soninha apontou a baixa execução do orçamento federal para a população de rua e colocou o tratamento do alcoolismo como prioridade de saúde pública.
