Quaest: Celina Leão lidera disputa no DF com 33%; Leandro Grass tem 21%
O ex-governador Arruda aparece em terceiro lugar em relação às intenções de votos, chegando a 17%

A vice-governadora Celina Leão (PP) lidera as intenções de voto na corrida pelo governo do Distrito Federal com 33%, seguida por Leandro Grass (PT), com 21%, e pelo ex-governador Arruda (PSD), que marca 17%. Os dados integram a nova pesquisa do instituto Quaest, encomendada pela Globo e divulgada nesta quarta-feira (23).
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Em relação ao levantamento anterior, do início de setembro, Celina oscilou dois pontos para baixo (tinha 35%), enquanto Leandro Grass cresceu quatro pontos percentuais (tinha 17%) e Arruda oscilou um ponto para baixo (tinha 18%).
Pela primeira vez nesta campanha, a Quaest apresentou dois cenários de primeiro turno aos eleitores, avaliando o impacto da ausência de postulantes que tiveram suas candidaturas indeferidas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF). Os candidatos afetados recorreram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e mantêm os atos de campanha enquanto aguardam julgamento.
Cenário 1 (com todos os candidatos na disputa):
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- Celina Leão (PP): 33% (eram 35% no levantamento anterior)
- Leandro Grass (PT): 21% (eram 17%)
- Arruda (PSD): 17% (eram 18%)
- Paula Belmonte (PSDB): 5% (eram 4%)
- Cappelli (PSB): 2% (eram 2%)
- Kiko Caputo (Novo): 2% (eram 1%)
- Professora Samara Mineiro (UP): 0% (era 1%)
- Elisson (Agir), Professor Robson (PSTU), Expedito Mendonça (PCO) e Rico Pinheiro (PRTB): 0% cada
- Branco, nulo ou não vai votar: 8% (eram 7%)
- Indecisos: 12% (eram 15%)
Cenário 2 (sem Arruda, Elisson e Rico Pinheiro):
- Celina Leão (PP): 34%
- Leandro Grass (PT): 23%
- Paula Belmonte (PSDB): 7%
- Kiko Caputo (Novo): 3%
- Cappelli (PSB): 2%
- Professora Samara Mineiro (UP): 1%
- Professor Robson (PSTU) e Expedito Mendonça (PCO): 0% cada
- Branco, nulo ou não vai votar: 15%
- Indecisos: 15%
Pesquisa espontânea
Na modalidade espontânea --quando os nomes dos concorrentes não são apresentados ao entrevistado--, Celina Leão é lembrada por 22% (tinha 23%), Leandro Grass por 15% (tinha 11%) e Arruda por 8% (tinha 8%). Paula Belmonte registra 2% e Cappelli soma 1%. O grupo de indecisos na espontânea recuou de 53% para 47%.
A pesquisa aponta ainda consolidação na convicção do eleitorado brasiliense: 61% declaram que a escolha do candidato é definitiva (eram 55% no estudo anterior). Por outro lado, 38% afirmam que ainda podem mudar de voto até o dia do pleito, em 4 de outubro.
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Simulações de segundo turno e rejeição
O levantamento testou três cenários de segundo turno na capital federal:
- Celina Leão x Leandro Grass: Celina lidera com 48% (tinha 52%), contra 30% de Grass (tinha 29%). Brancos e nulos somam 16% e indecisos são 6%.
- Celina Leão x Arruda: Celina aparece à frente com 43% (tinha 47%), enquanto Arruda registra 32% (tinha 30%). Brancos e nulos totalizam 19% e indecisos são 6%.
- Arruda x Leandro Grass: Arruda soma 38% (tinha 41%) e Grass marca 31% (tinha 28%). Brancos e nulos somam 22% e indecisos representam 9%.
No quesito rejeição, Arruda e Celina Leão figuram com os maiores índices de eleitores que afirmam que os "conhecem e não votariam de jeito nenhum", ambos com 56%. Leandro Grass registra 32% de rejeição, Paula Belmonte marca 34% e Cappelli tem 28%.
Ficha técnica
A pesquisa Quaest consultou 1.104 eleitores de 16 anos ou mais no Distrito Federal entre os dias 19 e 22 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Os números de registro no Tribunal Superior Eleitoral são DF-02596/2026 e BR-03609/2026.
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Como funciona uma pesquisa eleitoral
As sondagens de intenção de voto seguem critérios estatísticos para representar a composição do eleitorado nacional por renda, escolaridade, idade e região. Entender a metodologia, as amostras e o financiamento dos levantamentos é essencial para acompanhar o cenário político, sendo possível verificar como funcionam as pesquisas eleitorais e quem paga por elas.
Como identificar pesquisas falsas
Com a proximidade do pleito, a circulação de levantamentos não registrados ou adulterados tende a aumentar nas redes sociais. Para evitar desinformação, é fundamental consultar o registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e saber como identificar pesquisas eleitorais falsas antes de compartilhar dados sobre a disputa.
