Eleições

Quaest: Flávio Bolsonaro e Lula lideram rejeição; Marçal aparece em 3º

Flávio Bolsonaro registra 55% de eleitores que declaram não votar nele, enquanto Lula alcança 53%

3 min

02/09/2026 11:38 • Atualizado há 21 dias

Quaest: Flávio Bolsonaro e Lula lideram rejeição; Marçal aparece em 3º

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição, o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o empresário Pablo Marçal (PRTB) aparecem nas primeiras posições do índice de rejeição do eleitorado na disputa à Presidência, segundo pesquisa Quaest contratada pela TV Globo e pelo jornal O Globo e divulgada nesta quarta-feira (2), a primeira do instituto após o início oficial da campanha eleitoral.

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De acordo com o levantamento, Flávio Bolsonaro registra 55% de eleitores que declaram não votar nele, enquanto Lula alcança 53%, cenário que configura empate técnico, já que a margem de erro é de dois pontos percentuais. Pablo Marçal aparece em seguida, com rejeição de 44%, à frente dos ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD), citado por 40%, e Romeu Zema (Novo), por 38%.

No levantamento anterior da Quaest, divulgado em 14 de agosto, Flávio liderava a rejeição com 54%, e Lula somava 52%. Em pesquisas desde abril, os índices dos dois se mantiveram na faixa entre 50% e 55%, o que indica relativa estabilidade nesse indicador.

Rejeição se mantém após sabatinas

A nova sondagem é a primeira feita pelo instituto após o início da campanha e após a série de sabatinas da TV Globo com os principais presidenciáveis, entre eles Lula e Flávio Bolsonaro. As entrevistas deram destaque a suspeitas envolvendo aliados e familiares dos dois candidatos.

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Na conversa com César Tralli e Renata Vasconcellos, o senador Flávio Bolsonaro negou que o financiamento do filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro, pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro tenha resultado em contrapartida no Congresso e tentou associar a fraude bancária a um adversário. Segundo o site The Intercept, mensagens trocadas entre os dois mostram que o senador buscou recursos para o projeto e negociou R$ 134 milhões, com repasse de R$ 61 milhões, enquanto a revista Piauí relatou novo repasse que, de acordo com a publicação, contraria a versão do parlamentar. A Polícia Federal investiga se parte do dinheiro bancou despesas do deputado Eduardo Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos.

Lula foi questionado na sabatina sobre três inquéritos que miram seu filho Fábio Luís, o Lulinha, por suspeitas de tráfico de influência na área da Saúde, favorecimento na Dataprev e negócios ilícitos em órgão públicos. A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal autorização para investigá-lo após encontrar, em apurações sobre fraudes em aposentadorias do INSS, indícios de atuação conjunta com a lobista Roberta Luchsinger e repasses dela ao ex-chefe de gabinete presidencial Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Na TV Globo, Lula chamou as acusações de "ilações", disse que o filho provará inocência e negou blindagem.

Apesar da exposição dessas suspeitas nas sabatinas, os dados da Quaest sugerem que, até o momento, os casos não alteraram de forma significativa o patamar de rejeição dos principais candidatos, que permanece dentro da margem de erro.

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Candidatos médios ganham visibilidade

O escritor Augusto Cury (Avante), que assumiu a terceira colocação nas intenções de voto da nova pesquisa, com 10%, passou a ser rejeitado por 25% dos eleitores. No levantamento anterior, 16% dos que o conheciam diziam não votar nele. A parcela de entrevistados que declaravam desconhecê-lo caiu de 74% para 54% em duas semanas, enquanto o grupo que afirma conhecê-lo e votar nele subiu de 10% para 21%.

Renan Santos, candidato do Missão à Presidência, também ficou mais conhecido no período. A proporção do eleitorado que disse não conhecê-lo recuou de 65% para 58%. Ao mesmo tempo, a rejeição ao nome dele aumentou de 21% para 28%, enquanto o potencial de voto se manteve estável, em 14%.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-07065/2026.